SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Depois de pressão e grande ato em Brasí­lia, diretor-geral do STF diz que governo apresentará proposta nesta quinta-feira, 25

O governo já fechou uma proposta para a reposição salarial da categoria e a apresentará amanhã ao STF. É o que disse o diretor-geral do Supremo, Amarildo Vieira, nesta quarta-feira, 24, à comissão de negociação da Fenajufe e a diretores do Sindjus/DF. Na tarde de hoje, os servidores em greve do Distrito Federal realizaram um grande ato público, na Praça dos Três Poderes, reunindo mais de 2 mil pessoas de todos os ramos e tribunais. Depois da atividade, aconteceu a reunião com o DG.

Apesar da insistência dos dirigentes sindicais, Amarildo não deu mais detalhes sobre a proposta. Ele informou que o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão (Mpog), Nelson Barbosa, irá se reunir nesta quinta-feira, 25, com o presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, para apresentar a proposta. Há a possibilidade de que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, também esteja presente. 

Na Praça dos Três Poderes, truculência contra servidores

O ato público dos servidores tomou a Praça dos Três Poderes, com a participação de mais de 2 mil colegas. Com palavras de ordem e presença maciça, mostraram a indignação da categoria com a enrolação do governo. Durante a atividade, o policiamento foi reforçado, desnecessariamente, pois a atividade se desenvolvia pacificamente.

De acordo com o coordenador-geral da Fenajufe Adilson Santos, que participou do ato público, a situação ficou tensionada quando os servidores se deslocaram da frente do STF para o Palácio do Planalto. A denúncia de que havia bombas em mochilas deixadas no local, inclusive com insinuação de que por obra dos servidores, foi a desculpa para que o contingente policial fosse ainda mais ampliado. Adilson conta que os policiais atingiram os servidores com gás de pimenta e cassetetes, deixando vários feridos. Colegas só não foram presos porque a Fenajufe e o Sindjus/DF intervieram, negociando com o comando da operação policial.

Proposta aos demais SPFs

O Mpog também irá se reunir, amanhã, com entidades representativas dos servidores públicos federais do Executivo. No encontro, será apresentada uma contraproposta salarial ao conjunto dos servidores. Não há informações sobre se haverá uma proposta diferenciada para os servidores do Judiciário Federal e do MPU. A Fenajufe e os sindicatos do Judiciário Federal e do MPU trabalham a luta pela reposição salarial especí­fica da categoria, em paralelo com outras reivindicações da pauta unificada dos SPFs, como a data-base.

A greve precisa ser mantida e ampliada

A categoria fez sua cobrança enérgica, dura, mas organizada , afirma Adilson. Segundo ele, o ato no DF, hoje, reflete a indignação e a capacidade de mobilização dos servidores do Judiciário Federal, que estão realizando a sua maior greve na história.

Para o dirigente, a proposta do governo é resultado dessa grande mobilização, mas a categoria precisa estar atenta e preparada, pois o governo pode apresentar uma proposta rebaixada, sem garantir a integralidade do PLC 28/15. Por esse motivo, diz Adilson, a Fenajufe insistiu com o diretor-geral do STF que a proposta seja encaminhada o mais rapidamente à federação e que nada seja negociado sem o aval da categoria, pois somos nós que sofremos os efeitos do congelamento; os juí­zes já tiveram seu reajuste .

Adilson afirma que a greve está cumprindo seu papel de tensionar e fazer com que as coisas aconteçam, e esta primeira proposta do governo é feita graças ao grande movimento, que abrange todo o paí­s. Por esse motivo, ressalta, a greve precisa ser mantida e ampliada.

Amanhã, todos ao ato público!

Na avaliação da direção do Sintrajufe/RS, a categoria precisa seguir firme na greve, ampliando ao máximo a adesão para forçar a vitória da categoria, e lembra que a promessa de proposta não é novidade. Somente a greve da categoria pode vencer o arrocho salarial de Dilma; amanhã, todos ao ato público, com concentração no TRF ao meio-dia, com caminhada até a Assembleia Legislativa.
 
Foto: Joana Darc de Melo, Fenajufe
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