SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Demanda da Justiça do Trabalho do RS aumentou 50% em cinco anos; servidores seguem sem valorização

O site do TRT4 noticiou, na manhã desta segunda-feira, 21, o aumento no número de processos ajuizados na Justiça do Trabalho do Rio Grande do Sul. O crescimento, entre 2010 e 2015, foi de 50%, chegando-se, no último ano, a 188.616 novas ações no primeiro grau, volume 9,5% superior ao de 2014.

 

Em janeiro e fevereiro deste ano, já foram ajuizados 28.339 processos, acréscimo de 17,15% em relação ao primeiro bimestre de 2015. Na segunda instância do TRT4, o número de processos novos aumentou 32,6% nesta década.

 
Conforme informou o site do tribunal, também há crescimento na produtividade, mas não o suficiente para o acréscimo de demanda. Em 2015, o número de processos julgados no primeiro grau (165.414) foi 7,1% superior ao do ano anterior, e 32,7% maior que o de 2010 (a criação de 17 novas Varas do Trabalho, em 2011, contribuiu para este resultado). A segunda instância, com 57.214 processos julgados em 2015, aumentou em 12,6% a produtividade em relação a 2010.

 
Esse aumento de demanda e de produtividade amplia a preocupação com a saúde e a qualidade de vida dos servidores do tribunal. É sabido que a cobrança também aumenta, e que os servidores ficam ainda mais pressionados a cumprir metas. A pressão por produtividade causa danos à saúde da categoria e, somada à falta de valorização, com a categoria acumulando dez dez anos de perdas salariais, torna ainda mais precárias as condições de trabalho.
 

Com o crescimento da demanda, é preciso reconhecer e valorizar os servidores que são a base de sustentação do Judiciário. Pautas como a reposição salarial, a incorporação e o pagamento imediato dos 13,23% e a regulamentação da jornada de 6 horas são cada vez mais necessárias para que a categoria tenha o reconhecimento devido e não veja suas condições de saúde no trabalho e sua qualidade de vida caí­rem ainda mais.