A XIX Plenária Nacional da Fenajufe ocorreu nos dias 23, 34 e 25, em João Pessoa (PB). Entre os vários debates e votações, foi aprovado pelos delegados que representaram a categoria de todo o país que o principal eixo de ação da categoria é a luta pela derrubada do veto ao PLC 28, sem apresentação de contraproposta, e a proposta de requisito de nível superior para ingresso dos técnicos judiciários. Participaram 232 servidores (190 delegados com direito a voto e 42 observadores).
O Sintrajufe/RS enviou à Plenária uma delegação de 13 representantes, eleitos em quatro chapas na assembleia geral do dia 24 de setembro. A seguir, representantes das chapas avaliam os resultados da Plenária.
Cristiano Moreira, chapa Luta Sintrajufe
A Plenária foi importante por reafirmar a luta da categoria pela derrubada do veto ao PLC 28/15 e rejeitar a armadilha que seria apostar em uma suposta negociação, que infelizmente não existe, buscando melhorias no projeto rebaixado que Lewandowski tentou impor. Por acachapante maioria, consolidou-se o encaminhamento das assembleias gerais de praticamente todos os estados do país, de seguir em busca do objetivo pelo qual se lutou ao longo de mais de cem dias de greve, já que STF e Dilma não nos deixam outra alternativa, negando qualquer espaço de diálogo. Importante também o afastamento de dirigente que não nos representa e que, definitivamente, não fala em nosso nome, para resguardar nossa federação e as decisões das instâncias democráticas da categoria .
Paulo Rosa, chapa Unidade e Luta
Minha avaliação é positiva, pois a categoria reafirmou o foco na derrubada do veto e descartou o PL 2.648. Houve convergência sobre a necessidade de valorização do técnico judiciário, mas houve discordâncias em relação à forma de se alcançar esse objetivo. Sabe-se que é necessário não apenas mudar a forma de ingresso, mas também conseguir valorização econômica. Foi aprovado o envio de ofício ao STF solicitando a criação de um GT para discutir o projeto que encaminhará a questão. Sempre fui contrário à mudança da escolaridade para ingresso, mas me rendo à vontade da maioria e lutarei pelo que foi aprovado.
Paulinho Oliveira, chapa Base na Luta
“Creio que alguns debates, a gente poderia amadurecer mais, como a questão de o servidor poder advogar, que achei meio precipitada. Tabém acho delicada uma certa degradação do espaço público de discussão dentro da categoria. A divergência pode politizar mais, enriquecer o debate. As decisões que foram tomadas são soberanas e, perdendo ou ganhando, a gente acata o que foi decidido. Eu estou há 25 anos nessa luta e não tinha visto algumas coisas que tenho visto ultimamente, de as pessoas se xingarem e usarem até palavrões em vez de contestarem com argumentos mais profundos. Não que a paixão não seja importante, mas tem que haver um equilíbrio maior.”
Zé Oliveira, chapa Viva VozOposição
Como tem ocorrido em vários debates na categoria, na Plenária apresentou-se a dificuldade de ouvir o contraditório. É um processo que precisa ser recuperado, pois sempre houve posições diversas, mas se ouvia, discutia, e a unidade era tirada desse debate. Foram aprovadas pautas inclusive conflitantes com o modelo de Estado historicamente defendido pela Fenajufe, como a possibilidade de constituição de empresas por servidores. Por fim, foi derrotada a proposta defendida em abaixo-assinado com 1.126 assinaturas de servidores do RS, de negociar os termos do PL 2.648. Fica a preocupação com o grande risco de que as ações aprovadas conduzam ao reajuste zero.









