SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Delegados do RS avaliam a XIX Plenária da Fenajufe

A XIX Plenária Nacional da Fenajufe ocorreu nos dias 23, 34 e 25, em João Pessoa (PB). Entre os vários debates e votações, foi aprovado pelos delegados que representaram a categoria de todo o paí­s que o principal eixo de ação da categoria é a luta pela derrubada do veto ao PLC 28, sem apresentação de contraproposta, e a proposta de requisito de ní­vel superior para ingresso dos técnicos judiciários. Participaram 232 servidores (190 delegados com direito a voto e 42 observadores).

O Sintrajufe/RS enviou à Plenária uma delegação de 13 representantes, eleitos em quatro chapas na assembleia geral do dia 24 de setembro. A seguir, representantes das chapas avaliam os resultados da Plenária.

Cristiano Moreira, chapa Luta Sintrajufe

A Plenária foi importante por reafirmar a luta da categoria pela derrubada do veto ao PLC 28/15 e rejeitar a armadilha que seria apostar em uma suposta negociação, que infelizmente não existe, buscando melhorias no projeto rebaixado que Lewandowski tentou impor. Por acachapante maioria, consolidou-se o encaminhamento das assembleias gerais de praticamente todos os estados do paí­s, de seguir em busca do objetivo pelo qual se lutou ao longo de mais de cem dias de greve, já que STF e Dilma não nos deixam outra alternativa, negando qualquer espaço de diálogo. Importante também o afastamento de dirigente que não nos representa e que, definitivamente, não fala em nosso nome, para resguardar nossa federação e as decisões das instâncias democráticas da categoria .

Paulo Rosa, chapa Unidade e Luta

Minha avaliação é positiva, pois a categoria reafirmou o foco na derrubada do veto e descartou o PL 2.648. Houve convergência sobre a necessidade de valorização do técnico judiciário, mas houve discordâncias em relação à forma de se alcançar esse objetivo. Sabe-se que é necessário não apenas mudar a forma de ingresso, mas também conseguir valorização econômica. Foi aprovado o envio de ofí­cio ao STF solicitando a criação de um GT para discutir o projeto que encaminhará a questão. Sempre fui contrário à mudança da escolaridade para ingresso, mas me rendo à vontade da maioria e lutarei pelo que foi aprovado.

Paulinho Oliveira, chapa Base na Luta

“Creio que alguns debates, a gente poderia amadurecer mais, como a questão de o servidor poder advogar, que achei meio precipitada. Tabém acho delicada uma certa degradação do espaço público de discussão dentro da categoria. A divergência pode politizar mais, enriquecer o debate. As decisões que foram tomadas são soberanas e, perdendo ou ganhando, a gente acata o que foi decidido. Eu estou há 25 anos nessa luta e não tinha visto algumas coisas que tenho visto ultimamente, de as pessoas se xingarem e usarem até palavrões em vez de contestarem com argumentos mais profundos. Não que a paixão não seja importante, mas tem que haver um equilí­brio maior.”

Zé Oliveira, chapa Viva VozOposição

Como tem ocorrido em vários debates na categoria, na Plenária apresentou-se a dificuldade de ouvir o contraditório. É um processo que precisa ser recuperado, pois sempre houve posições diversas, mas se ouvia, discutia, e a unidade era tirada desse debate. Foram aprovadas pautas inclusive conflitantes com o modelo de Estado historicamente defendido pela Fenajufe, como a possibilidade de constituição de empresas por servidores. Por fim, foi derrotada a proposta defendida em abaixo-assinado com 1.126 assinaturas de servidores do RS, de negociar os termos do PL 2.648. Fica a preocupação com o grande risco de que as ações aprovadas conduzam ao reajuste zero.