SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

De ônibus a médicos, greves atingem os maiores estados do paí­s nesta quinta-feira

Na manhã desta quinta-feira, Rio de Janeiro, Florianópolis, Campinas e do grande ABC amanheceram com greves de motoristas e cobradores. Além dessas cidades, várias capitais registram greves e indicativo de paralisações. Segundo levantamento feito pelo site UOL, elas acontecem em pelo menos oito estados. Além disso, há servidores da educação superior parados em todo o paí­s.

No Rio, motoristas e cobradores pedem aumento salarial maior que os 10% acordados entre o sindicato e as empresas, o fim da dupla função e reajuste no valor da cesta básica. Em Florianópolis, não houve circulação de ônibus no terminal do centro. A categoria teme que cobradores da região sejam demitidos com o novo sistema de transporte público que elimina catracas.

Em Campinas (SP), a paralisação atingiu a empresa VB3. Os ônibus não saí­ram da garagem desde a madrugada. A empresa diz que está negociando um possí­vel reajuste de 17% e melhorias aos rodoviários.

No ABC paulista, rodoviários de três empresas iniciaram uma paralisação, e os ônibus não saí­ram das garagens. Segundo o Bom Dia São Paulo , 13 linhas ficaram paralisadas.

Em Belém (PA), rodoviários estão em estado de greve que inclui as cidades da região metropolitana de Ananindeua e Marituba. Uma reunião nesta quinta define os rumos da paralisação. O Sindicato dos Rodoviários informou que os ônibus circulam normalmente nesta quinta-feira, mas pretende cobrar por melhorias de salário e condições de trabalho. Trabalhadores de três empresas de ônibus fizeram uma paralisação em Curitiba (PR).

O lí­der do movimento no Rio, Helio Teodoro, disse que as paralisações simultâneas são uma grande coincidência. Ele promete uma paralisação de 24 horas por semana até a Copa do Mundo.

Em Salvador (BA), também há ameaça de greve de ônibus. Os rodoviários cobram aumento de 15% nos salários, de 20% no vale-refeição de 20%, jornada de 6 horas de trabalho, entre outros. Eles realizaram protesto nesta quarta-feira.

Também ontem, os médicos da capital baiana aderiram à greve dos demais servidores municipais, deflagrada no dia 28 de abril. A principal reivindicação dos servidores é por um plano de carreira.

 

Em Belo Horizonte (MG), a greve atinge os serviços municipais. Nessa quarta-feira, terminou na capital mineira a greve dos garis, que conseguiram salário de R$ 2.100.

Em Natal (RN), os servidores municipais estão em greve desde o dia 7 de abril para cobrar um reajuste de 18,2%. O valor seria correspondente às perdas salariais desde 2010.

Em São Paulo, funcionários da Swissport, empresa responsável por tirar as malas dos aviões e colocá-las nas esteiras, entraram em greve à meia-noite desta quarta-feira no aeroporto de Guarulhos (SP). A categoria protesta contra mudança na jornada de trabalho de seis para oito horas diárias.

No Ceará, a ameaça é de greve dos policiais militares. Segundo a Associação de Praças da Polí­cia Militar e Corpo de Bombeiros Militar do Ceará, as lideranças avaliam as reivindicações e se iniciam uma nova paralisação, como em 2011. Segundo a entidade, as demandas reivindicadas na greve naquele ano não foram completamente atendidas.

 

Serviço federal

 
Outra categoria em greve é dos professores dos institutos federais, que completam hoje 18 dias de paralisação. Segundo balanço de associação da categoria, 138 unidades de ensino estão paralisadas ou em processo de paralisação, em 16 estados.

 

Os técnicos das universidades federais também estão em greve, desde 17 de março. Ontem eles se reuniram no Ministério do Planejamento e receberam a promessa de que será discutida a abertura de negociações em um prazo de até 15 dias.

Quem também realiza paralisações é a Polí­cia Federal, que nesta quarta-feira realizou nova parada de serviços. Os policiais ameaçam paralisação durante a Copa do Mundo.

Editado por Sintrajufe/RS; fonte: UOL