Ao mesmo tempo em que criticacom razãoo programa de demissão voluntária lançada pelo governo de Michel Temer (PMDB) junto aos servidores públicos do Executivo federal, a Central única dos Trabalhadores (CUT) demonstra incoerência. A CUT anunciou, na última semana, um programa de demissão incentivada (PDI) para seus próprios funcionários, visando reduzir a folha de pagamento em 60%.
O presidente da Central, Vagner Freitas, afirma que a direção apresentou a proposta aos trabalhadores, que a aprovaram em assembleia. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, os trabalhadores cogitam entrar em greve contra a medida. A motivação do PDI é o fim do imposto sindical, oficializado no dia 11 de novembro, com a entrada em vigor da reforma trabalhista. Cabe lembrar que o fim do imposto é uma bandeira histórica da própria CUT, embora a defesa fosse de que houvesse um momento de transição para adaptação dos sindicatos à nova realidade.
Por outro lado, em sua última plenária, também no início do mês, a Fenajufe aprovou, após proposta da Frente Fenajufe pela Base, integrada pelo Sintrajufe/RS e outros sindicatos, resolução que determina que a federação e os sindicatos a ela vinculados não apliquem, na relação com seus funcionários, as mudanças trazidas pela reforma trabalhista.









