SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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CUT e Força Sindical se unem para botar a crise na conta dos trabalhadores

Na última terça-feira, a CUT esteve, lado a lado com a Força Sindical, em reunião com o governo, na qual sugeriu medidas que, na prática, colocam a conta de possí­veis crises econômicas nas costas dos trabalhadores. Em encontro com o secretário de Polí­tica Econômica do Ministério da Fazenda, Marcio Holland, CUT e Força contaram também com o apoio da UGT, da CTB e da Nova Central, e sugeriram que, em momentos de crise, uma das medidas tomadas seja a redução dos salários dos trabalhadores.
 

O presidente da CUT, Vagner Freitas, explicou ao site G1 que, de acordo com a proposta entregue pelas centrais, em caso de crise econômica constatada pelo Ministério do Trabalho e pelo Ministério da Fazenda, haveria redução da jornada de trabalho, do salário dos trabalhadores e o governo, por sua vez, abriria mão de alguns tributosnão especificadosalém de contribuir com recursos para que o salário do trabalhador não caia muito. Isso significa que a Central única dos Trabalhadores não apenas está propondo a redução dos salários em tempos de crisetalvez preparando o caminho do governo para os próximos anos “, mas também sugerindo que o próprio governo ajude as empresas diretamente, com redução de tributos e com mais subsí­dios “para que o salário do trabalhador não caia muito”. Ou seja: cairiam os salários e ainda seriam despejados recursos públicos nas empresas.
 

Não é esse o tipo de postura que se espera de uma central que se diz dos trabalhadores. Não apenas não se coloca em defesa dos direitos da classe trabalhadora, como vai, a própria central, ao governo propor medidas que contrariam frontalmente esses direitos. Sugere medidas que podem aprofundar o arrocho salarial, liberar as empresas de suas responsabilidades e atacar diretamente o salário e, como tal, a qualidade de vida dos trabalhadores.