SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Cúpula do Judiciário segue em defesa do ATS para juí­zes, mas não se movimenta pela reposição dos servidores

Em reunião de lí­deres do Senado, realizada na terça-feira, 14, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB/AL), anunciou que, devido à falta de acordo, não há previsão para que o Plenário vote a PEC 63/2013, que garante um adicional por tempo de serviço (ATS) para magistrados e membros do Ministério Público. Esse ATS, na razão de 5% do subsí­dio do respectivo cargo a cada cinco anos de atividade jurí­dica, até um máximo de 35%, tem caráter indenizatório e, portanto, não incide imposto de renda e não entra no teto constitucional que limita os salários.

A princí­pio, o governo é contrário à proposta por temer o impacto nas contas públicas e reivindicações similares de outras carreiras remuneradas por subsí­dio. Mas o presidente do Senado propôs uma nova rodada de discussão, reunindo representantes dos três Poderes, em data a ser definida.
 

 
Em Plenário, Renan Calheiros voltou a ressaltar o esforço para a votação da proposta, mas afirmou que é preciso discutir pontos que estão sendo questionados. Uma das dúvidas diz respeito a um possí­vel ví­cio de iniciativa, já que a PEC foi apresentada pelo Legislativo, tendo como primeiro subscritor o senador Gim Argello (PTB-DF).
 
 
Os servidores cobram da cúpula do Judiciário o compromisso da defesa dos interesses de todos, indistintamente. Mas as últimas atitudes demonstram não haver coerência nesse sentido. Há um claro contraste entre a defesa que a cúpula do Judiciário faz ao ATS dos juí­zes e a total ausência da mesma defesa quando se trata da reposição dos servidores.
 
 
Editado por Sintrajufe/RS; fonte: Fenajufe.