SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Corte de verbas deixa órgãos federais sem condições de trabalho

Os sucessivos cortes no orçamento do governo federal, com o objetivo de poupar recursos para o pagamento da dí­vida pública, estão afetando o funcionamento de diversos órgãos, informa o Blog do Servidor, do jornal Correio Braziliense. De acordo com o blog, falta dinheiro até para despesas básicas, como condomí­nio, água e luz. Repartições estão sem café, tinta para impressora e até papel higiênico , diz o texto.
 
 

Entre as situações de penúria relatadas na reportagem, está a da Controladoria Geral da União (CGU), que diminuiu a realização de operações especiais de combate à corrupção. De acordo com a reportagem, “não haverá, de novo, como pagar telefone, água é luz . Um crédito suplementar de R$ 17 milhões, pedido pelo ministro Jorge Hage, não foi liberado. Na Polí­cia Federal, a falta de verba teria prejudicado a fiscalização da fronteira do Rio Grande do Sul durante a Copa do Mundo. Uruguaios, argentinos, chilenos e paraguaios entraram com produtos que foram vendidos no Brasil para cobrir hospedagem, alimentação e diversões.
 
 
O quadro também é grave no IBGE. Ana Magni, diretora da Associação Nacional dos Servidores do Instituto (Assibge), relatou alguns reflexos do corte orçamentário sobre as condições de trabalho no órgão. Um contingenciamento de cerca de R$ 200 milhões obrigou o IBGE a postergar a Contagem de População, de 2015 para 2016, e agora os servidores trabalham com prédios e veí­culos sem manutenção.
 
 
Chefes de agências, coordenadores e supervisores de pesquisas entregaram seus cargos no Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e no Espí­rito Santo. Segundo a Assibge, o mesmo pode acontecer em outros estados.
 
 
Por conta da situação da entidade, desde 26 de maio os servidores do IBGE estão em greve, pedindo, além de aumento salarial, a saí­da da presidente da entidade e eleições diretas para presidente e chefes de Unidades Estaduais. Os grevistas também lutam contra o corte de 14% no orçamento do IBGE em 2014. A Assibge tem denunciado uma série de demissões de funcionários temporários que aderiram à greve.
 
 
Editado por Sintrajufe/RS; fonte: Sintrajud/SP.