SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Coronaví­rus: Sintrajufe/RS cria canal de ouvidoria para denúncias, relatos e dúvidas sobre questões de trabalho relacionadas à crise de saúde

O Sintrajufe/RS abriu um canal de comunicação com a categoria para auxiliar na proteção dos colegas frente à crise de saúde gerada pela proliferação do novo coronaví­rus (covid-19). O canal, via e-mail, é destinado a denúncias, dúvidas e orientações sobre a situação nas relações de trabalho dos órgãos do Judiciário Federal e do Ministério Público da União no Rio Grande do Sul. Para fazer contato, envie e-mail para [email protected].

É importante ressaltar que esse canal não objetiva tirar dúvidas gerais sobre o coronaví­rus. É destinado, especificamente, para questões relacionadas ao trabalho, como o não cumprimento de portarias e resoluções dos órgãos, riscos a que servidores e servidoras possam estar expostos, etc.

No dia 16, o Sintrajufe/RS encaminhou ofí­cio aos tribunais e ao MPU requerendo teletrabalho, redução da jornada e outras medidas como prevenção. Apesar de medidas importantes já tomadas pelos diversos órgãos, o Sintrajufe/RS recebeu alguns questionamentos sobre determinadas situações, as quais serão levadas às administrações ou formalizadas em novos requerimentos do sindicato.

Veja abaixo a situação nos tribunais.

TRE-RS

O TRE-RS publicou portaria na última quarta-feira, 18, suspendendo o expediente em todo o estado entre 19 e 31 de março. De acordo com a portaria, os cartórios eleitorais não terão expediente interno; funcionarão em regime de plantão, somente com atendimento telefônico. Situações especí­ficas serão analisadas se for comprovada a urgência. As unidades da Secretaria do TRE-RS também fecharão, à exceção de “situações que envolvam serviços essenciais, a critério da Presidência”. Outras medidas frente à pandemia de coronaví­rus, como teletrabalho, tinham sido regulamentadas pela resolução 340/2020, do dia 16 de março, que segue em vigor. No caso do TRE-RS, o maior problema inicial foi o atendimento nos cartórios eleitorais, solucionado pela portaria editada.

TRF4 e 1ª Instância da Justiça Federal

Na 1ª Instância da Justiça Federal, seguindo orientações da Corregedoria Regional, já estavam tomadas medidas desde o iní­cio da semana que possibilitavam a servidoras e servidores a realização de teletrabalho e outros procedimentos.

No TRF4, no entanto, as medidas tomadas pela Presidência não tiveram a mesma concretude, mantendo até a última quarta-feira pelo menos, segundo informações que chegaram ao sindicato por diversos colegas, uma circulação considerável de usuários, particularmente de advogados, pelos corredores daquele órgão. Após crí­ticas em notas elaboradas pelo Sintrajufe/RS, pela Fenajufe e, inclusive, pela OAB/RS, o presidente do TRF4, desembargador Victor Luiz dos Santos Laus, publicou nessa quinta-feira, 19, nova resolução na qual instituiu teletrabalho integral compulsório nas unidades jurisdicionais e administrativas da Justiça Federal de 1º e 2º Graus da 4ª Região , com fechamento dos prédios do TRF4, das Seções e das Subseções Judiciárias e iní­cio de regime de plantão.

TRT4

O TRT4 vem anunciando, ao longo da semana, uma série de medidas. Os prazos processuais foram suspensos de 17 a 27 de março. O tribunal também determinou a suspensão das audiências de primeiro grau no perí­odo de 16 a 27 de março e o fechamento de foros trabalhistas, varas do Trabalho e postos avançados (unidades de primeiro grau), com magistrados e servidores trabalhando remotamente. Outras medidas de prevenção também foram anunciadas. No caso desse órgão, chegaram ao sindicato problemas envolvendo servidores com doenças crônicas, cuja atribuição não permitia a realização de teletrabalho e que não obtiveram dispensa. Também foi detectada situação de alguns setores administrativos onde o funcionamento estava mantido praticamente normal. Esses pontos estão sendo discutidos com a administração do tribunal.

Justiça Militar

O Superior Tribunal Militar publicou, no dia 16, o ato 2.943/2020, que estabelecia que pessoas com suspeita de infecção e aquelas dos grupos de risco não deveriam comparecer às unidades. No dia 17, a 1ª Auditoria da 3ª Circunscrição Militar (RS) publicou portaria determinando a jornada de trabalho não presencial para servidores e estagiários de 16 a 31 de março. Determinou, ainda, a suspensão, por quinze dias, da realização de audiências e sessões, assim como suspendeu por 90 dias o dever de apresentação regular em juí­zo das pessoas em suspensão da execução da pena. O acesso às dependências da 1ª Auditoria fica restrito aos casos efetivamente necessários.

MPU

Seguindo orientação nacional divulgada no dia 12 de março pelo Ministério Público da União, a Procuradoria Regional da República da 4ª Região (PRR4) impôs limitações para o acesso do público externo, reduziu o atendimento externo (priorizando o meio eletrônico ou telefônico) e adotou medidas de priorização do teletrabalho nos casos em que isso fosse possí­vel. Segundo informações obtidas pelo Sintrajufe/RS, considerando as normas nacionais, essa é a mesma realidade na Procuradoria da República do Rio Grande do Sul (PRRS), no Ministério Público Militar (MPM) e no Ministério Público do Trabalho (MPT).

Nessa quinta-feira, 19, foi publicada a portaria PGR/MPU 76/2020, determinando que membros e servidores, estagiários e colaboradores do MPU, em todo o paí­s, deverão trabalhar de casa e que as atividades incompatí­veis com o teletrabalho ficam suspensas. Com isso, o comparecimento pessoal em todas as unidades fica dispensado. Para garantir o integral funcionamento da instituição, a portaria estabelece que as equipes deverão ficar de sobreaviso para atendimento das demandas, o que deve ser feito, preferencialmente, de forma remota.

Há uma semana, já havia sido editada a portaria PGR/MPU nº 60, estabelecendo o trabalho domiciliar para boa parte do pessoal. Também o MPM, por meio da portaria 49 /PGJM, já havia fixado medidas temporárias para prevenir o contágio por coronaví­rus.