Os concursos públicos nos órgãos e entidades do Poder Executivo Federal permanecerão suspensos em 2017, informa o Ministério do Planejamento. Em nova medida do governo de Michel Temer (PMDB) que enfraquece e desrespeita o serviço público.
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Para todos os poderes, o número máximo é de 15.474 cargos. Além do limite autorizado de 13, 3 mil cargos para o Executivo, estão reservados 1.554 cargos para o Judiciário, 239 para o Legislativo, 252 para o Ministério Público da União e Conselho Nacional do Ministério Público e 44 para a Defensoria Pública da União.
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Embora haja um estigma no Brasil sobre o funcionalismo público, o fato é que o serviço público brasileiro conta com um quadro funcional bem menor do que outros países. Entre os 31 membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), por exemplo, a média de servidores públicos entre os empregados de cada país é de 22%, índice que no Brasil é de apenas 12%. São menos servidores públicos do que todos os países do Mercosul e do que países como Estados Unidos, Suécia, França, Espanha e Alemanha. Na Dinamarca, por exemplo, os servidores públicos representam cerca de 40% dos empregados no país.
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Esses dados têm causas e consequências bastante concretas. As causas são os interesses privatistas de setores políticos e econômicos que preocupam-se apenas em aumentar o lucro das empresas, abandonando qualquer apego aos serviços públicos prestados à população e que são fundamentais, em especial, para os mais pobres. As consequências são justamente o abandono dos mais necessitados, a precarização dos serviços e a privatização do que deveria ser público, o que faz com que se torne privilégio o que deveria ser direito, fazendo dos direitos dos trabalhadores objetos de lucro de uma minoria.
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Fortalecer o serviço público é inverter essa lógica, e lutar por esse fortalecimento tem sido e será ainda mais uma tarefa não só das categorias do funcionalismo, mas de toda a sociedade, no próximo período.









