Com um placar de 251 votos a 233 (com duas abstenções e 25 ausentes), Michel Temer (PMDB) conseguiu mais uma vez escapar de ser investigado. Mesmo com provas claras de seu envolvimento em esquemas de corrupção e com aprovação popular próxima de zero, Temer mantém sua base de apoio no Congresso. Essa base, porém, não lhe é fiel, o que faz com que, a cada votação importante, o governo compre e ameace os parlamentares para garantir a vitória dos interesses seus e do grande empresariado que o sustenta.
Foram mais de doze horas de sessão na Câmara dos Deputados nessa quarta-feira. A denúncia, da Procuradoria-Geral da República, enquadrava Temer por organização criminosa e obstrução da Justiça. Também foram denunciados por organização criminosa os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral). Logo após a rejeição da denúncia, Padilha já avisou que agora o governo espera aprovar a reforma da Previdência que acaba com a aposentadoria dos brasileiros, mesmo que o relatório da CPI da Previdência, divulgado no início da semana, desmonte o principal pretexto do governo para a reforma, o suposto déficit previdenciário.
Entre os deputados gaúchos, a votação foi assim:
Votaram contra Temer:
Afonso Hamm (PP)
Afonso Motta (PDT)
Bohn Gass (PT)
Danrlei de Deus (PSD)
Heitor Schuch (PSB)
Henrique Fontana (PT)
Jerônimo Goergen (PP)
João Derly (Rede)
Jose Stédile (PSB)
Luis Carlos Heinze (PP)
Marco Maia (PT)
Marcon (PT)
Maria do Rosário (PT)
Onyx Lorenzoni (DEM)
Paulo Pimenta (PT)
Pepe Vargas (PT)
Pompeo de Mattos (PDT)
Votaram a favor de Temer:
Alceu Moreira (PMDB)
Cajar Nardes (PODE)
Carlos Gomes (PRB)
Covatti Filho (PP)
Darcísio Perondi (PMDB)
Giovani Cherini (PR)
Jones Martins (PMDB)
José Fogaça (PMDB)
José Otávio Germano (PP)
Mauro Pereira (PMDB)
Renato Molling (PP)
Ronaldo Nogueira (PTB)
Sérgio Moraes (PTB)
Não compareceu:
Yeda Crusius (PSDB)









