Na noite de quinta-feira, 9, o Comitê Regional contra as Reformas e em Favor do Serviço Público, do qual o Sintajufe/RS é integrante, promoveu uma aula pública com o tema Reforma trabalhista aprovada, e agora? . A atividade ocorreu no Centro Educacional índio Brasileiro Cézar, em Taquara, e contou com a presença do senador Paulo Paim (PT-RS), do procurador regional do Trabalho Rogério Fleishmann e representantes de centrais sindicais.
O debate também tratou da reforma da Previdência, que afetará trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos. O local ficou lotado. Depois da explanação dos convidados, foi aberto espaço para os presentes se manifestarem, todos mostrando disposição para o enfrentamento necessário.
No evento, colegas da Justiça do Trabalho de Taquara conversaram com Paim sobre a ameaça de extinção da JT e entregaram um manifesto em defesa da Justiça do Trabalho elaborado por eles. O documento foi assinado por servidores, magistrados, advogados e comunidade do Vale do Paranhana e Vale do Sinos, contando com mais de 300 assinaturas que foram coletadas em menos de uma semana.
Para a colega Adriana Pereira, da 1ª VT de Taquara, o encontro foi muito produtivo . Segundo ela, o cenário é grave e exige reflexão, envolvimento e comprometimento de todos, em defesa daquilo que acreditamos e entendemos como justo . Na opinião da colega Gessiani Medeiros, também da 1ª VT, o pacote de maldades só vai aumentar. Precisamos de parlamentares comprometidos com a classe trabalhadora . A colega Janaína Rypl, da 4ª VT, achou a atividade excelente, mas se disse apreensiva com o nosso futuro e o futuro de nossos filhos . Ela teme que a precarização do serviço público seja só o começo: a sociedade tem que se unir para barrar o retrocesso .
Confira o manifesto:
“Senador Paulo Paim:
Os servidores, magistrados, advogados e comunidade do Vale do Paranhana e Vale dos Sinos que subscrevem o presente documento vêm demonstrar repúdio à série de ataques que o Direito do Trabalho e, principalmente, à Justiça do Trabalho vêm sofrendo no último período.
Esses ataques são desferidos por um governo ilegítimo, um Legislativo permeado por esquemas de corrupção e uma mídia manipuladora, que tem o papel de desinformar a população.
A Justiça do Trabalho é o caos? É ela que atravanca a economia brasileira? Em um país em que ainda existe trabalho escravo?
Não! A Justiça do Trabalho tem uma função social indiscutível, que é equilibrar os conflitos entre capital e trabalho, de modo que sua extinção ou seu sucateamento representará um retrocesso inaceitável, atingindo a todos os trabalhadores.
Nos colocamos ao lado das entidades de magistrados, advogados, peritos e militantes do Judiciário Trabalhista, Sindicatos e demais movimentos sociais que hoje fazem a resistência e o enfrentamento aos ataques a direitos sociais, humanos, econômicos e políticos da Classe Trabalhadora.
Contamos com teu envolvimento nesta luta contra o retrocesso em curso no país!”

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