Sob protesto de servidores públicos, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara aprovou a admissibilidade da Proposta de Emenda Constitucional que congela o orçamento federal com despesas primárias por 20 anos.
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A matéria foi aprovada com 33 votos a favor e 18 contra. Será, agora, encaminhada a uma comissão especial, que analisará o seu mérito. Após ser formada, a comissão especial que discutirá a PEC 241 terá até 40 sessões para apresentar e votar um parecer. A proposta ainda precisa ser discutida e votada no plenário da Câmara, em dois turnos, antes de seguir para o Senado. Para ser aprovada, são necessários – no mínimo – 308 votos dos deputados em cada turno.
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A PEC 241/2016 acaba com a vinculação de receitas com os orçamentos da saúde e educação, prevista na Constituição. A proposta congela os serviços públicos por 20 anos e, assim, inviabiliza reajustes salariais, a realização de concursos e contratação de pessoal. Levará, inevitavelmente, ao encolhimento dos serviços prestados à população. A PEC limita o crescimento das despesas primárias do orçamento ao valor previsto para o ano anterior acrescido da variação da inflação medida pelo IPCA. Prevê inclusive o congelamento nominal dos salários, caso seja necessário, para que o teto seja respeitado.
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Para não dizer que a economia incidirá apenas sobre os trabalhadores, os servidores e os benéficos e serviços sociais, o governo incluiu uma regra que proíbe a concessão de subsídios e de novas concessões de incentivos tributários. Porém, não há qualquer aumento de tributo sobre os mais ricos, só corte de direito dos mais pobres e dos que vivem de salário e de aposentadoria e pensões.
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Por outro lado, não restringe o uso de receitas da União para pagar juros das dívidas públicaso que significa que recursos das áreas sociais serão redirecionados para atender ao mercado financeiro. Assim, a PEC terá forte reflexo negativo na prestação de serviços públicos, que já são insuficientes, porque não poderá haver expansão do gasto, mesmo que o PIB venha a crescer ou a receita corrente líquida aumente.
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Editado por Sintrajufe/RS; fontes: LutaFenajufe Notícias e Agência Brasil.









