SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Comando Estadual de Greve e Comissão de Negociação do TRT-4 realizam reunião

 

Na tarde de ontem (12), foi realizada reunião entre o Comando Estadual de Greve e a Comissão de Negociação da Greve do TRT-4. Representaram o Comando os diretores do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira, Fagner Azeredo e Ruy Almeida e os colegas Clarice Camargo (JF Novo Hamburgo) e Fabiano Dalmolin (JT Porto Alegre); pela administração, participaram os desembargadores Luiz Alberto de Vargas e João Paulo Lucena; o diretor do Foro de Porto Alegre, juiz Maurí­cio Schmidt Bastos; o diretor-geral do TRT, Luiz Fernando Taborda Celestino; e o diretor da Secretaria de Gestão de Pessoas, Mauro Baltar Grillo.

A direção do sindicato fez um breve relato das conquistas da greve até o momento, como os apoios formais das presidências do TRT, do TRF (neste caso, com um ofí­cio assinado pelos presidentes dos TRFs de todo o paí­s), do TRE e dos desembargadores do TRT contra os ataques à carreira. Foi informado que, em reunião com a Amatra IV, na manhã de ontem, ficou estabelecido que a entidade também apoiará formalmente os servidores na luta contra a PEC 59/13 e as carreiras exclusivas.

Os representantes do Comando de Greve destacaram ainda avanços importantes, como a posição do senador Valdir Raupp, que indicou que poderá votar de acordo com a nota técnica do CNJ, e a posição decisiva do Conselho, que votará, provavelmente no dia 16, a nota pela rejeição da PEC 59/13. Além disso, foi informado que a pauta salarial está em estágio avançado, com a apresentação do substitutivo ao PL 6.613/09 e a consolidação dos valores na previsão orçamentária pelo STF. No entanto, ressaltaram, nada está garantido ainda.

Compensação dos dias parados

Além das informações sobre o movimento, a reunião teve como objetivo iniciar a discussão sobre a compensação dos dias parados na greve e em paralisações que antecederam o movimento. Foi consenso que a defesa da carreira angariou a simpatia de advogados e usuários do Judiciário. É uma greve forte, das mais fortes que já tivemos; a força dela é moral , disse o desembargador Vargas.

Ficou acordado que a compensação do trabalho não deve servir para buscar resolver problemas estruturais e permanentes que nada têm a ver com o movimento paredista. O trabalho, concordaram os presentes à reunião, deve voltar ser atualizado de forma a voltar à condição em que estava antes da greve, e não a uma eventual situação ideal. O sindicato insistiu, também, para que conste, explicitamente, que nenhum grevista poderá ser punido por ter participado do movimento, incluindo-se a proibição de retirada de funções comissionadas em função da greve.