SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Comando de Greve do RS rejeita da proposta do governo e orienta categoria a parar tudo no apagão dos dias 29 e 30; assembleia geral será no dia 29, às 14h


 
 

Reunido na manhã desta sexta-feira, 26, o Comando Estadual de Greve indicou a rejeição da proposta apresentada na quinta-feira pelo governo federal, que ofereceu 21,3% de reajuste para os servidores do Judiciário, dividido em quatro parcelas anuais. Como parte da necessidade de fortalecimento do movimento grevista, o Comando decidiu orientar a categoria a construir o apagão, parando todo o Judiciário nos dias 29 e 30. No dia 29, às 14h, será realizada assembleia geral na Casa do Gaúcho (em frente ao TRF4).

Rejeição da proposta de Dilma e defesa do PLC 28 na í­ntegra foram unanimidade

Os integrantes do Comando foram unânimes em defender a rejeição da proposta do governo e o fortalecimento da greve. Foram debatidas estratégias de ampliação do movimento, e, com esse sentido, será construí­do o apagão nos dias 29 e 30. Foi destacado ainda que a proposta da categoria ao governo já foi apresentada: o PLC 28/2015. A busca pela aprovação na í­ntegra do projeto só poderá ser repensada caso o governo traga aos servidores uma proposta que realmente contemple as necessidades da categoriao que não foi, nem de longe, o caso da proposição de quinta-feira.

O Comando Estadual de Greve apresentou a seguinte resolução:

O Comando Estadual de Greve do Sintrajufe/RS, reunido em 26 de junho de 2015 para avaliar a proposta apresentada pelo governo, de 21,3% parcelados em quatro anos, decide:

1) Rejeitar veementemente a proposta desrespeitosa apresentada pelo governo, que sequer contempla a inflação do perí­odo de sua implementação;

2) Orientar a continuidade e o fortalecimento da greve, com sua radicalização e APAGÃO TOTAL nos dias 29 e 30 de junho;

3) Exigir do STF uma postura de independência efetiva e a defesa da aprovação do PLC 28/2015 na í­ntegra, projeto de autoria do próprio STF e já na pauta da sessão do Senado do dia 30 de junho, sem qualquer emenda ou substitutivo, salvo se, até lá, houver um acordo com o governo que seja avaliado e aceito pela categoria.

A resolução foi aprovada pela maioria dos integrantes do Comando, vencendo outra proposta, que falava na possibilidade de veto por parte da presidente Dilma Rousseff (PT).

Foi aprovada ainda outra resolução, que estabelece que:

1) A necessidade da reposição das perdas dos últimos anos corresponde à defesa da unidade de nossa carreira nacional, e a responsabilidade de impedir a fragmentação em carreiras especí­ficas (STF, TSE, STJ, etc.) é exclusiva do STF; mais uma vez repudiamos a discussão de carreiras especí­ficas por órgãos no Judiciário Federal;

2) O STF anunciou uma reunião com os servidores (Fenajufe) para o dia de hoje (26/6). O Comando Estadual de Greve posiciona-se pela recusa da proposta porque ela não cobre as perdas inflacionárias dos trabalhadores apontadas pelo próprio Supremo na ordem de 49,62%. É papel do STF cobrar do Executivo uma proposta que atenda ao pagamento do PLC 28/2015 na í­ntegra;

3) Reafirmamos que o centro da greve prossegue na exigência de acordo entre o Poder Judiciário da União e o Executivo que viabilize sua aprovação no Senado e a sanção presidencial;

4) Rechaçamos a possibilidade do aumento das Cjs, que servem somente para aumentar distorções dentro dos locais de trabalho, garrotear a liberdade dos servidores e beneficiar os servidores que ingressam no Judiciário Federal sem concurso público;

5) E, principalmente, orientamos e conclamamos a categoria para o fortalecimento da greve e para o fortalecimento do apagão do Judiciário nos dias 29 e 30.