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O ato público teve início por volta das 14h30min e começou com a distribuição aos presentes das novas tabelas que representam os termos comunicados pelo STF à Fenajufe na quarta-feira. Enquanto as tabelas eram distribuídas, a direção do Sintrajufe/RS explicava ao microfone o que essas tabelas demonstravam, uma com os valores reais projetados e outra com um comparativo entre o PL 2.648/2015 original e a nova versão. Também foi dado informe a respeito do reajuste nos benefícios (auxílio-alimentação e assistência pré-escolar), determinado pelo Conselho Nacional de Justiça, mas que depende da disponibilidade orçamentária de cada órgão. Foi informado que o TSE encaminhou ofício aos TREs informando não haver recursos para pagar o reajuste dos auxílios.
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A seguir, foi aberto espaço para as falas dos presentes. O colega da JF Miguel Rangel foi o primeiro a falar, destacando que a categoria conquistou o que era possível, sugerindo a busca por uma audiência com a presidente Dilma Rousseff e avaliando que, na atual conjuntura, o reajuste oferecido está muito bom. Em seguida, o colega Marcelo Carlini, da Justiça Federal, opinou que o resultado não permite comemoração, já que o PL não repõe as perdas a que os servidores foram submetidos ao longo dos últimos anos, mas que, ao menos, a categoria irá seguir em 2016 com algum reajuste. Sublinhou, assim, a importância de aprovação urgente do projeto.
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Por sua vez, outros servidores destacaram que o STF apresentou um “fato consumado” à categoria e que, embora seja o limite imposto pelo governo à reposição, isso não pode esconder os problemas do projeto e a denúncia da política salarial de Dilma e Lewandowski para o Judiciário, beneficiando juízes e desrespeitando servidores. O diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira disse que “saímos de cabeça erguida, porque a maioria de nós lutou muito, não por esse projeto, mas sempre pelo melhor resultado possível”. Porém, destacou que foi a conquista possível na atual conjuntura, “depois de muitos anos com reajuste zero”, e que a categoria deve encerrar essa etapa e construir as lutas por carreira, redução de jornada e data-base. Também diretor do sindicato, Andrés Cevallos, da JT de Pelotas, avaliou que a principal vitória da categoria nos últimos meses foi “o salto de consciência” com as grandes greves realizadas, e que o conjunto da categoria está se “desatrelando dos que a sabotam”.
Em seguida, a colega Ana Naiara, da JT, lamentou que a categoria tenha tomado rumos que considera errados ao longo da luta, rumos que, de acordo com ela, levaram ao “zero” em janeiro e fevereiro. Assim, pediu que a categoria referendasse o PL 2.648/2015 como está, de forma a impedir ameaças ao reajuste. Logo depois, o colega Julio Cesar de Oliveira, da JF, afirmou que dizer que toda a categoria conquistou a reposição é “espantoso”, já que, segundo ele, há setores que sempre atuaram contra o reajuste.
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Diretor do Sintrajufe/RS, José Artigas afirmou-se a favor a aprovação já do PL 2.648/2015, embora isso não signifique que não veja problemas no projeto. Em seguida, o diretor do Sintrajufe/RS Ruy Almeida destacou a necessidade de avaliar com calma os resultados da reunião de quarta-feira, recordando que os 41,47% de reajuste nominal, em 33 meses, são insuficientes frente às necessidades da categoria. Ele disse ainda que o que foi conquistado veio através da luta não apenas de alguns diretores, mas dos milhares de servidores de todo o Brasil que se mobilizaram, e que é fundamental a categoria colocar o dinheiro no bolso, mas sem se conformar com o resultado, e se preparar para lutar novamente em breve. Também diretor do sindicato, Paulinho Oliveira fez uso da palavra lembrando que o projeto ainda corre riscos por faltar a avaliação política do Ministério do Planejamento e a aprovação no Congresso Nacional. Nesse sentido, ressaltou a necessidade de aprovar rapidamente o PL, refletir sobre os erros cometidos nesse caminho e retomar as outras lutas da categoria.
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O tom geral do ato foi de críticas à falta de melhorias efetivas no projeto, com diversas falas que pontuaram a absorção dos 13,23% na primeira parcela do reajuste, por exemplo. Por outro lado, houve consenso na avaliação de que, embora o projeto não seja o buscado pela maioria da categoria, foi o possível a ser conquistado neste momento. Diversas falas apontaram, ainda, a necessidade de reforçar a unidade da categoria nas próximas lutas que se avizinham, como a data-base, a regulamentação das seis horas e a busca por um plano de carreira.
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Ao final das falas, foi oferecido um bolo aos presentes ao ato público, “descomemorando” os dez anos em que os servidores do Judiciário Federal estão sem reposição salarial.
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Veja abaixo o quadro contendo os locais de trabalho que aderiram à paralisação no estado:
JT Porto Alegre
VTs POA
TRT
JT Interior
CACHOEIRA DO SUL
CANOAS
CAXIAS DO SUL
GUAíBA
PELOTAS
RIO GRANDE
SANTA MARIA
SANTA VITóRIA DO PALMAR
SANTANA DO LIVRAMENTO
TAQUARA
TORRES
TRIUNFO
VACARIA
JF Porto Alegre
JF
TRF
JF interior
CAXIAS DO SUL
GRAVATAí
NOVO HAMBURGO
SANTA MARIA
JE Porto Alegre
JE ANEXO
JE DUQUE









