
Após a divulgação de gravações que mostram Michel Temer (PMDB) dando seu ok à compra do silêncio de Eduardo Cunha pelo dono da JBS, sindicatos, centrais sindicais e movimentos populares precisaram de menos de 24 horas para levar milhares de pessoas às ruas em grandes protestos pela saída de Temer e pela convocação imediata de eleições diretas. Em Porto Alegre, os trabalhadores do Judiciário Federal participaram de uma forte mobilização no Centro da cidade.
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Juntamente com as demais entidades que compõem o Fórum Gaúcho em Defesa da Previdência, o Sintrajufe/RS convocou intensamente o ato nos locais de trabalho durante todo o dia. Além do Fórum, outros agrupamentos e as centrais sindicais também chamaram a população para a mobilização, cuja concentração teve início às 18h, na Esquina Democrática.
 
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Já com milhares de trabalhadores presentes, foram feitas algumas falas ao microfone em cima do carro de som. A primeira delas foi do diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira, que falou em nome do Fórum. Cristiano afirmou que a greve geral de 28 de abril “elevou o patamar de mobilização da classe trabalhadora no país” e que os trabalhadores não irão aceitar “que nossos direitos sejam arrancados por essa quadrilha que governa o Brasil”. Criticou o pronuciamento de Temer feito durante a tarde, no qual afirmou que não irá renunciar. Para Cristiano, “não podemos sair das ruas até atingir nosso objetivo”. O dirigente lembrou a mobilização marcada para o dia 24, quando deverá ser realizada uma grande ocupação em Brasília, e defendeu a construção de uma nova greve geral. “Esse governo vai ser botado pra correr por todos nós, com a força da nossa luta”, conclamou Cristiano.
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Os manifestantes saíram em marcha descendo a avenida Borges de Medeiros e seguindo, depois, pela José do Patrocínio, até o Largo Zumbi dos Palmares. Em frente ao Largo, na avenida Loureiro da Silva, as duas pistas foram trancadas para a continuidade da manifestação, que seguiu com lideranças falando ao microfone, batucadas na rua e ainda uma pequena apresentação do grupo de hip-hop Mente Mestra S.A.
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Além de Porto Alegre, diversas cidades do interior do Rio Grande do Sul tiveram mobilizações contra Temer. Também ocorreram atos espalhados por todo o país, com destaque para grandes protestos em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro.
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A força e a velocidade das mobilizações foram demonstrações da indignação da população com a situação do país. A pressão sobre Temer amplia-se e seu governo parece insustentável. Também ficam insustentáveis neste momento as reformas que Temer e seus aliados vinham tentando impor aos brasileiros, retirando direitos trabalhistas e previdenciários. As reformas estão paralisadas, todas as forças dos aliados de Temer estão dedicadas a salvá-lo, e as forças dos antigos e novos adversários do governo voltam-se para retirá-lo da Presidência.
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O papel dos trabalhadores neste momento não pode ser outro: é preciso seguir nas ruas, derrotar o governo e as reformas e garantir a convocação de eleições diretas. É nesse sentido que seguem as mobilizações, em especial o Ocupa Brasília marcado para o dia 24. No mesmo dia, os trabalhadores do Judiciário Federal realizam paralisação de 24 horas para reforçar a luta nacional contra Temer e em defesa dos nossos direitos.
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Texto: Alexandre Haubrich; fotos: Otávio Fortes.









