O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que prevê a aprovação da reforma da Previdência, no Congresso Nacional, em novembro. A reforma é uma das principais pautas da agenda econômica do governo de Michel Temer (PMDB), em mais um explícito favorecimento ao setor financeiro. Não por acaso, a afirmação foi feita logo depois de Meirelles participar, dia 5, de evento na Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).
O governo vem enfrentando dificuldades para aprovar mais esse ataque contra os trabalhadores. Quando apresentou a proposta, afirmava que aprovaria a reforma no primeiro semestre; depois, passou para outubro; agora, diz que será em novembro. Além das pressões feitas por diversas categorias, do serviço público e da iniciativa privada, o adiamento é anunciado depois da segunda denúncia de Michel Temer pela Procuradoria-Geral da República. A Câmara dos Deputados deverá votar em plenário se Temer deve ou não ser investigado durante o seu mandato.
Nesta terça-feira, tem paralisação e ato público
A reforma só será barrada com uma forte mobilização dos trabalhadores em todo o país. Nesta terça-feira, 10, dia de luta contra o rezoneamento e contra a extinção de zonas eleitorais, será mais um momento de unidade e enfrentamento contra a política de retirada de direitos do governo Temer e de seus aliados, seja na cúpula do Judiciário, seja no Congresso. O Sintrajufe/RS convoca a categoria a parar, das 14h às 16h, e participar do ato público no TRE Duque. Ônibus sairão das varas trabalhistas, do Anexo da JE e da Justiça Federal às 14h15min.
O governo mostrou, em 2016, que não poupa esforçose dinheiropara aprovar suas pautas de retirada de direitos e redução do Estado. A PEC 241, que congela gastos públicos por 20 anos, foi aprovada na Câmara na madrugada de 26 de outubro; a aprovação no Senado, como PEC 55, aconteceu menos de dois meses depois, no dia 13 de dezembro. Portanto, precisamos seguir atentos e mobilizados.
Sintrajufe/RS, com informações de G1









