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Está tendo e vai aumentar a luta contra a reforma da Previdência de Temer. E a unidade das diversas categorias de trabalhadores, somada à disputa da opinião pública, mostrando a campanha mentirosa do governo e da mídia sobre o déficit previdenciário, será fundamental para barrar esse ataque. Essas foram algumas das posições aprovadas na plenária de mobilização do Fórum em Defesa da Previdência, nessa quinta-feira, 23, no auditório das varas trabalhistas de Porto Alegre.
O fato de ser véspera de feriadão de Carnaval não impediu que mais de 160 pessoas lotassem o auditório, em uma atividade que reuniu trabalhadores do serviço público e da iniciativa privada, estudantes, advogados e militantes do movimento social. No início da plenária, o diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira deu informes sobre os encaminhamentos aprovados pelo Fórum na reunião realizada ainda em janeiro, como a constituição dos coletivos de comunicação e jurídico, bem como o calendário de mobilização que prevê paralisações e atos no Dia Internacional de Luta das Mulheres, 8 de março, e uma grande mobilização nacional no dia 15 de março, quando diversas categorias devem paralisar, rumo à construção da greve geral para barrar a PEC 287/16, enviada por Michel Temer (PMDB) ao Congresso Nacional.
Estiveram presentes representações da capital e do interior de diversas entidades: Sintrajufe/RS, Sindisaúde, Assufrgs, Agetra, Sindjus, Sindicaixa, OAB/RS, Simpe, ANDES/SN, Sindisprev, Sindireceita, Sinasefe, Fenamp, Fasubra, Fenajufe, Fenastc, Sindispge, Sintect, Assibge, CSP Conlutas, Intersindical, CEAPE, Asserghc, Aprojus, Cejus, oposição Rodoviários, núcleos do CPERS (9o, 14o, 20º, 38º), SMH Advogados, Young, Dias, Lauxen e Lima Advogados, Paese Advogados, CNTSS, Movimento Mulheres em Luta, entre representantes de outras organizações dos movimentos sociais. Presentes, ainda, a vereadora Fernanda Melchionna (Psol) e o deputado estadual Zé Nunes (PT).
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As entidades presentes informaram como está a mobilização em suas categorias e as atividades já aprovadas para essas datas. Embora várias categorias já tenham planejado também a realização de atividades específicas no dia 8, todos os presentes confirmaram participação no grande ato unificado que deve ocorrer em Porto Alegre, unindo trabalhadores do campo e da cidade, com o protagonismo do movimento de mulheres. É unânime o entendimento de que as mulheres serão as mais prejudicadas caso a reforma seja aprovada.
Para o dia 15 de março, com os trabalhadores da educação em greve e diversas categorias se somando na paralisação, a expectativa é de uma grande demonstração de força do movimento em todo o país, respondendo à altura ao ataque de Temer.
Nas manifestações durante a plenária, foi alertado que a reforma faz parte de um projeto de redução do Estado e dos direitos dos trabalhadores. É um ataque sem precedentes na história recente do país, orquestrada por grandes empresários e banqueiros, como parte de um pacote que inclui, ainda, a reforma trabalhista e a terceirização, além da privatização inclusive de setores como saúde, educação e segurança.
A plenária aprovou, por unanimidade, atividades e ações a fim ampliar o movimento de resistência. Somente com unidade poderá ser barrado o projeto do governo de desmonte do Estado e dos direitos trabalhistas e sociais.
O que foi aprovado:
¢ Atividades de mobilização no dia 8 de março, com participação no ato unificado das mulheres (o Judiciário Federal fará paralisação de 3 horas, das 14h às 17h; às 14h30min, no auditório da 1ª Instância da JF, realizará debate sobre a reforma e os prejuízos para a mulher trabalhadora, com a advogada Marilinda Marques Fernandes, especiliasta em Direito Previdenciário).
¢ Paralisação geral nacional no dia 15 de março, com ato público unificado.
¢ Campanha de mídia para desmascarar as mentiras do governo e informar à população a respeito dos prejuízos com a aprovação da reforma da Previdência.
¢ Rodada de plenárias e debates no interior do estado, a partir de iniciativa das categorias com representação estadual, como forma de ampliar a mobilização.
¢ Apoio total à Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip), que sofre ameaça de ação judicial do governo em razão da divulgação de relatórios com os números que desmentem a farsa do déficit da Previdência.
¢ Ajuizamento de ação civil pública contra a campanha midiática promovida pelo governo Temer em relação à reforma da Previdência, baseada em dados falsos, bem como representação junto ao Ministério Público Federal em nome das entidades do Fórum.
O Fórum em Defesa da Previdência volta a se reunir no dia 9 de março, a fim de organizar a implementação dos encaminhamentos aprovados.
Por Rosane Vargas, Sintrajufe/RS









