
Â
Â
Â
Veja abaixo como cada um dos colegas enviados a Brasília avalia o trabalho realizado na última semana e as perspectivas dos próximos passos da tramitação:
Â
Antenor de Souza Elias, JE São Leopoldo
Â
“Achei bastante positiva a sessão da semana passada, porque a gente conseguiu perceber que os senadores estão apoiando o nosso pleito, pelo menos os membros da CCJC, incluisive o próprio senador Delcídio do Amaral (PT-MS), que pediu vista, disse que entende que o pleito é legítimo, mas em função da falta de acordo iria pedir vista. Deu pra perceber que temos o apoio dos senadores. O depoimento mais surpreendente foi do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que, como relator do orçamento 2015, falou que tentou de diversas formas incluir o nossa reposição no orçamento, e que sempre era barrado pelo Planalto com o argumento de que não havia PL aprovado. Então, ele disse que, aprovando o PL, ele mesmo iria se dedicar para abrir crédito suplementar para efetivar o PL. E disse que as lideranças do PMDB já tinham fechado acordo de votar pela aprovação do PL. A sessão foi muito válida, e através da articulação com o Melqui, conseguimos que o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) pedisse a vista conjunta, de forma que o Delcídio não engavetasse, sendo obrigado e devolver à votação em cinco dias.
Â
Â
Agora, para essa semana, acho que a única forma que o governo pode ter de barrar a votação é esvaziar a sessão, porque percebemos que o Planalto não tem maioria na CCJC. Depois, no Plenário, o senador Renan Calheiros está ciente da defasagem salarial. E outra coisa que está convencendo muito os senadores é a discriminação que o Judiciário está sofrendo. O momento político que a presidente enfrenta é muito conturbado, e, com o ajuste fiscal, não sei como vai ser, se de repente vão apresentar uma emenda para começar em 2016. Mas acho que amanhã será aprovado”.
 
Â
Â
César Luiz Carraro, JT Bento Gonçalves
Â
“Se no dia da sessão não tivesse havido o pedido de visa, eu via com tranquilidade a aprovação na Comissão, até em função das manifestaões e do voto do relator. Não teria problemas. Também a partir também da manifestação do Jucá, que comentou a respeito de ter sido relator do orçamento, e que por várias oportunidades tentou buscar um acordo junto ao governo, mas o governo sempre se posicionou contra. Depois das manifestações e do apoio que foi recebido dos senadores, a impressão era positiva. Mas ontem surpreendeu, em termos, a manifestação da presidente, no momento em que sinaliza com a possibilidade de não haver recursos, ou, pior do que isso, o desejo de perseguir a categoria e não dar a reposição, enquanto Executivo e Legislativo tiveram reajuste.
Â
Â
Mas as manifestações durante a sessão da semana passada foram importantes para demonstrar a defasagem e a discriminação contra os servidores do Judiciário. Espero que o Senado Federal mantenha coerência e bom senso, mantendo a aprovação do projeto que tramitou na Câmara dos Deputados, possibilitando a ida da matéria para apreciação em plenário, garantindo a concessão da majoração salarial aos servidores do Judiciário Federal, até em face de ser uma proposta apresentada pelo Supremo Tribunal Federal”.
Â
José Paulo de Oliveira Barros, TRT (diretor do Sintrajufe/RS)
Â
“A impressão que tivemos na semana passada foi de que nesta outra votação, prevista para quarta-feira, conseguiríamos aprovar o projeto, já que muitos senadores se mostraram favoráveis. Agora, as declarações da presidente Dilma mostram mais uma traição do governo contra os trabalhadores do Judiciário Federal, que estão há nove anos sem reposição da inflação. Acho que, para amanhã, vai ser criada alguma artimanha para adiar a votação, pelo menos é o que indica a posição da Dilma. A resposta da categoria deve ser mais mobilização, ainda mais forte”.
 
Â
Â
Luciano França de Brito, JE São Jerônimo
Â
“Os senadores, aparentemente estão favoráveis a nós, pelos discursos que ouvimos na sessão. Acho que os senadores estão querendo a aprovação, temos boa chance de que o projeto seja aprovado também no Plenário, mas também me parece que há boa chance de a Dilma vetar. Ao mesmo tempo, como o PMDB e o PT estão brigando, e isso ficou bem claro pra gente nos discursos, acaba sendo positivo para o Judiciário nesse momento, já que possibilita a aprovação da reposição. Vejo que existe a possibilidade real. Temos que ver como os senadores vão se posicionar, já temos a promessa de apoio de dois senadores do Rio Grande do Sul, Paulo Paim (PT) e Ana Amélia Lemos (PP), e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) sinalizou ao Melqui que vai tentar a aprovação”.
Â
Ricardo de Aguiar Ribeiro, TRT Arquivo
Â
“A maioria dos parlamentares da Comissão é a favor da aprovação do nosso projeto, quem foi contra e impediu a aprovação foi o Delcídio do Amaral, líder do governo no Senado. Com uma manobra regimental, pediu vista. Até o presidente da Comissão estava empenhado na aprovação. Eles mesmos disseram que foi muito debatido, inclusive na Câmara, e vários senadores defenderam o reajuste. O fato de o Judiciário não ter essa independência pra tratar dessa questão significa um desrespeito a um Poder de Estado.
Â
Â
As perspectivas para amanhã são boas, é quase certo que vai ser aprovado na Comissão e depois vai para a votação em Plenário. O clima na semana passada estava muito bom, os colegas de todo o Brasil fizeram uma boa pressão, democrática. Acho que, para a maioria esmagadora dos senadores, a tendência é aprovar. Nunca tinha visto uma expectativa tão boa para a nossa reposiç]ao. Os próprios senadores sabem que isso está se arrastando, e que o Judiciário perdendo quadros por conta disso”.








