Na tarde desta terça-feira, no saguão do prédio sede do TRT, foi realizada uma reunião histórica, com a participação de mais de cem colegas. A iniciativa surgiu a partir de conversas entre os assistentes de gabinete lotados no prédio. O objetivo principal foi discutir como se somar à mobilização da categoria e tratar dos perigos que significam a PEC 59/13 e as propostas de carreiras exclusivas.
Os colegas que trabalham em gabinetes falaram das formas encontradas para participar da greve. Em alguns, está havendo rodízio semanal para manutenção de 50% dos serviços; em outros, são mantidos 30%; há, ainda, os colegas que interromperam a entrega de processos aos gabinetes.
Mesmo os colegas que ainda não aderiram à greve informaram que pretendem participar, amanhã, do Apagão no Judiciário. A direção do Sintrajufe/RS convocou os colegas a aderir às atividades, a partir das 13h, nas varas trabalhistas, e participar da assembleia geral estadual, às 14h.
Assistentes de gabinete do desembargador Clóvis Fernando Schuch Santos leram ofício assinado por ele e pelos desembargadores Luiz Alberto de Vargas e Ricardo Carvalho Fraga. Os magistrados enviarão o documento ao Senado manifestando posição contrária à PEC 59/13. Os outros assistentes de gabinete presentes à reunião comprometeram-se a buscar, com os demais desembargadores, apoio contra a PEC.
Uma nova reunião será realizada, para tratar da participação e do crescimento da greve no prédio judicial do tribunal. A colega Elaine Peixoto avalia que a grande presença de servidores se deve a uma relação de confiança estabelecida ao longo do tempo, de pessoas que fazem o mesmo tipo de trabalho, têm um bom diálogo e dividem, agora, a preocupação com as ameaças à carreira. Ela disse que os colegas querem respeito e o apoio do tribunal na luta contra a perda de direitos.
A presença massiva de colegas demonstrou a disposição dos servidores para lutar contra o desmanche da carreira e por reposição salarial, disse o diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira. Ele ressalta que, no TRT, as condições de trabalho têm piorado, com a redução da lotação de servidores nos gabinetes e, paralelamente, redução dos prazos para confecção de minutas de voto. Ao mesmo tempo, continua o dirigente, os servidores têm os salários arrochados e sofrem com a ameaça de desmonte da carreira. A categoria não aguenta mais tanto desrespeito, por isso o crescimento da mobilização , conclui Cristiano.








