SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Cesta básica de Porto Alegre é a segunda mais cara do paí­s; salário mí­nimo precisaria ser 4 vezes maior para suprir as necessidades das famí­lias

O preço da cesta básica de Porto Alegre cresceu 1,19% em agosto, passando para R$ 474,34, de acordo com levantamento da Pesquisa Nacional da Cesta Básica, realizada pelo Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese). Com isso, Porto Alegre é capital com a segunda cesta básica mais cara do Brasil, atrás apenas de São Paulo (SP). O aumento acumulado no ano é de 11,7%.

 

Com o aumento, a cesta absorveu 58,59% do valor do salário mí­nimo nacional. O trabalhador que recebe um salário-mí­nimo precisou trabalhar 118 horas e 55 minutos apenas para comprar a cesta básica, que é composta por 13 produtos. Entre os que mais tiveram preço majorado em agosto estão banana, tomate, manteiga, arroz e feijão.

 
O aumento foi registrado em 18 das 27 capitais brasileiras. As maiores altas percentuais ocorreram em Florianópolis (3,1%), Maceió (3,11%), Macapá (2,91%) e Curitiba (2,59%).



Salário mí­nimo precisaria ser 4,54 vezes maior

 
De acordo com a Constituição Federal, o salário mí­nimo precisa ser o suficiente para suprir as necessidades dos(as) trabalhadores(as) e de suas famí­lias (incluindo alimentação, saúde, moradia, educação, transporte, higiene, previdência e lazer). Com base na cesta básica apurada em agosto e no texto constitucional (tomando por base uma famí­lia de quatro pessoas) o Dieese calcula que o mí­nimo nacional, de R$ 880,00, deveria ser de 3.992,75. Ou seja, 4,54 vezes maior.