
Em busca pela reposição salarial, servidores do Judiciário Federal de todo o país atenderam ao chamado da Fenajufe e realizaram o maior ato da história do Judiciário Federal. Eram cerca de 15 mil servidores, entre eles a caravana do Sintrajufe/RS, que tomaram a capital federal com a certeza de que a pauta é justa e com a crença na força da categoria. O ato público mostrou que, mais de 60 dias depois de seu início, a greve continua forte e os servidores, organizados e unidos.
 
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As caravanas do Sintrajufe/RS e de outros sindicatos fizeram pressão constante sobre os parlamentares. Os colegas do RS reuniram-se com o senador Paulo Paim (PT-RS), que reafirmou apoio à derrubada do veto ao PLC 28/15. Ao afirmar que não se pauta pela mídia comercial, o parlamentar saber que não houve “acordo algum com a categoria” em torno do projeto 2.648/15, apresentado pelo STF, que rebaixa a reposição salarial.
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Os colegas reuniram-se também com os deputados do Psol Chico Alencar (RJ) e Ivan Valente (SP). Estes afirmaram que a bancada do partido é a favor da derrubada do veto. Os servidores informaram que o novo PL 2.648/15 é uma manobra do STF e do governo e que não foi aprovado pela categoria. Os deputados disseram que trabalhariam para que o veto fosse incluído na pauta do Congresso Nacional e buscariam impedir a aprovação, na Câmara, do projeto rebaixado.
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Da tribuna do Senado, veio mais um apoio. A senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) fez um pronunciamento no qual reafirmou que será coerente com seu voto do dia 30 de junho, quando votou pela aprovação do PLC 28/15 e, portanto, votará pela derrubada do veto.
Os colegas do RS também cumpriram outra tarefa importante. Entregaram denúncia à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, em função da violência cometida contra servidores no protesto em frente ao STF, na semana passada.
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Lideranças não colocam veto 26 na pauta
Os parlamentares foram pressionados pelo forte ato público, que cercou o Congresso Nacional. Durante a tarde, vários líderes acabaram cedendo e afirmando apoio à inclusão do veto 26 na pauta da sessão desta quarta-feira. No entanto, em reunião de lideranças do Congresso, no fim da tarde desta terça, foi definido que o veto ao PLC 28/15 não entraria na pauta da sessão conjunta. Apesar dos requerimentos de líderes partidários, principalmente de bancadas de oposição ao governo, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), manteve posição contrária aos interesses dos servidores ao não incluir na pauta o veto 26, que trata do PLC 28/15.
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Mais cedo, diante da informação que circulava nos corredores do Congresso, no sentido de que haveria um esforço junto aos parlamentares pela aceleração da tramitação do PL 2.648/15, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em conversa com servidores, afastou essa possibilidade. Ele afirmou que, em seu entendimento, é necessário que, antes, o Congresso se manifeste sobre o veto 26.
Pressão até o último minuto
No final da tarde, após a notícia da não inclusão do veto 26 pelos líderes, os servidores que se mantinham fazendo muito barulho em frente ao Congresso saíram em caminhada até o STF. Em frente ao tribunal, com muita indignação, a palavra de ordem foi Lewandowski, traidor, respeite o servidor . Há informações de que o diretor-geral do Supremo, Amarildo Vieira, fugiu dos servidores ao ser abordado dentro do Congresso, e não foi poupado: Fora, Amarildo , gritavam os colegas.
O ato público de hoje evidencia a força e a disposição de luta da categoria. Nesta quarta-feira, 19, haverá mais um ato público em frente ao Congresso, às 10h, com pressão total para inclusão do veto 26 na pauta. Já superamos desafios tão grandes quanto esse , afirma o diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira, que está em Brasília. O dirigente lembra que os servidores conseguiram aprovar o projeto no dia 30 de junho, apesar da postura intransigente e servil do STF, e afirma: a categoria está disposta a perseguir a derrubada do veto até o último minuto .
Nesta quarta-feira, em Porto Alegre, os grevistas se reúnem em vigília nas varas trabalhistas, a partir das 10h, para acompanhar as últimas informações sobre a atividade da categoria em Brasília e a sessão do Congresso Nacional. Participe!









