SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Cerca de 15 mil servidores em Brasí­lia realizam maior ato da história da categoria; com veto 26 ainda fora da pauta, colegas pressionam até o último minuto

Em busca pela reposição salarial, servidores do Judiciário Federal de todo o paí­s atenderam ao chamado da Fenajufe e realizaram o maior ato da história do Judiciário Federal. Eram cerca de 15 mil servidores, entre eles a caravana do Sintrajufe/RS, que tomaram a capital federal com a certeza de que a pauta é justa e com a crença na força da categoria. O ato público mostrou que, mais de 60 dias depois de seu iní­cio, a greve continua forte e os servidores, organizados e unidos.

 

 
 
As caravanas do Sintrajufe/RS e de outros sindicatos fizeram pressão constante sobre os parlamentares. Os colegas do RS reuniram-se com o senador Paulo Paim (PT-RS), que reafirmou apoio à derrubada do veto ao PLC 28/15. Ao afirmar que não se pauta pela mí­dia comercial, o parlamentar saber que não houve “acordo algum com a categoria” em torno do projeto 2.648/15, apresentado pelo STF, que rebaixa a reposição salarial.
 
 

 

Os colegas reuniram-se também com os deputados do Psol Chico Alencar (RJ) e Ivan Valente (SP). Estes afirmaram que a bancada do partido é a favor da derrubada do veto. Os servidores informaram que o novo PL 2.648/15 é uma manobra do STF e do governo e que não foi aprovado pela categoria. Os deputados disseram que trabalhariam para que o veto fosse incluí­do na pauta do Congresso Nacional e buscariam impedir a aprovação, na Câmara, do projeto rebaixado.
 
 

 
Da tribuna do Senado, veio mais um apoio. A senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) fez um pronunciamento no qual reafirmou que será coerente com seu voto do dia 30 de junho, quando votou pela aprovação do PLC 28/15 e, portanto, votará pela derrubada do veto.

Os colegas do RS também cumpriram outra tarefa importante. Entregaram denúncia à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, em função da violência cometida contra servidores no protesto em frente ao STF, na semana passada. 
 
 

 
Lideranças não colocam veto 26 na pauta

Os parlamentares foram pressionados pelo forte ato público, que cercou o Congresso Nacional. Durante a tarde, vários lí­deres acabaram cedendo e afirmando apoio à inclusão do veto 26 na pauta da sessão desta quarta-feira. No entanto, em reunião de lideranças do Congresso, no fim da tarde desta terça, foi definido que o veto ao PLC 28/15 não entraria na pauta da sessão conjunta. Apesar dos requerimentos de lí­deres partidários, principalmente de bancadas de oposição ao governo, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), manteve posição contrária aos interesses dos servidores ao não incluir na pauta o veto 26, que trata do PLC 28/15.
 
 
Mais cedo, diante da informação que circulava nos corredores do Congresso, no sentido de que haveria um esforço junto aos parlamentares pela aceleração da tramitação do PL 2.648/15, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em conversa com servidores, afastou essa possibilidade. Ele afirmou que, em seu entendimento, é necessário que, antes, o Congresso se manifeste sobre o veto 26.

Pressão até o último minuto

No final da tarde, após a notí­cia da não inclusão do veto 26 pelos lí­deres, os servidores que se mantinham fazendo muito barulho em frente ao Congresso saí­ram em caminhada até o STF. Em frente ao tribunal, com muita indignação, a palavra de ordem foi Lewandowski, traidor, respeite o servidor . Há informações de que o diretor-geral do Supremo, Amarildo Vieira, fugiu dos servidores ao ser abordado dentro do Congresso, e não foi poupado: Fora, Amarildo , gritavam os colegas.

O ato público de hoje evidencia a força e a disposição de luta da categoria. Nesta quarta-feira, 19, haverá mais um ato público em frente ao Congresso, às 10h, com pressão total para inclusão do veto 26 na pauta. Já superamos desafios tão grandes quanto esse , afirma o diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira, que está em Brasí­lia. O dirigente lembra que os servidores conseguiram aprovar o projeto no dia 30 de junho, apesar da postura intransigente e servil do STF, e afirma: a categoria está disposta a perseguir a derrubada do veto até o último minuto .

Nesta quarta-feira, em Porto Alegre, os grevistas se reúnem em vigí­lia nas varas trabalhistas, a partir das 10h, para acompanhar as últimas informações sobre a atividade da categoria em Brasí­lia e a sessão do Congresso Nacional. Participe!