Enquanto, em todo o país, os trabalhadores se mobilizam contra a reforma trabalhista do governo de Michel Temer (PMDB), Força Sindical CSB, Nova Central e UGT aceitam que a reforma será aprovada e sentam com o governo para tentar minimizar os efeitos nefastos da reforma. Na tarde dessa quarta-feira, 21, dirigentes dessas centrais reuniram-se com o ministro Ronaldo Nogueira para discutir pontos que podem ser vetados ou incluídos em uma medida provisória, a depender do texto final do projeto .
O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), notório ao negociar direitos dos trabalhadores em benefício próprio, chegou a dizer que a negociação “está evoluindo”. Para ele, “é preciso que o governo vete quatro ou cinco itens. Se não vetar, precisa de uma medida provisória para corrigir”. Ou seja, para o deputado, a proposta, que retira direitos básicos, como intervalos, limites de horas extras, direito do trabalhador de ingressar na Justiça do Trabalho, e legaliza o trabalho intermitente tem apenas alguns pontos a serem ajustados.
Para se ter uma ideia do nível de promiscuidade dessa burocracia sindical, o ministro do Trabalho foi convidado, e participou, de congresso da Força Sindical para falar do assunto. O que preocupa mesmo a essas centrais, ficou evidente, é manter uma estrutura que não ouve e não quer a participação dos trabalhadores, que se mantém por causa do imposto sindical, e não com a contribuição voluntária e consciente das categorias. Tanto que um dos pontos discutidos na reunião no Ministério do Trabalho foi a regulamentação de uma “contribuição de assistência e de negociação coletiva”, que substituiria o imposto sindical.









