Centrais sindicais decidiram convocar juntas uma greve nacional para o dia 5 de dezembro, contra o desmonte da Previdência Social e em defesa dos direitos dos trabalhadores. Assinam a nota chamando o protesto oito centrais sindicais: CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central, CSB, Intersindical, CGTB e CSP-Conlutas. As Centrais Sindicais exigem que o Congresso Nacional não mexa nos direitos trabalhadores!”, diz trecho final da nota.
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A reunião ocorreu na sede da Força Sindical, em São Paulo. A data apontada pelas centrais é véspera do dia já ventilado pelo governo como possível dia de votação da reforma da Previdência (PEC 287) no Plenário da Câmara dos Deputados. A proposta de emenda constitucional elimina uma série de direitos previdenciários dos trabalhadores, sob o argumento de combater um suposto e contestado déficit financeiro no sistema, que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência do Senado já demonstrou não existir. Segundo a CPI, o problema da Previdência é a má gestão por parte dos políticos.
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As articulações conjuntas entre as centrais sindicais haviam esfriado desde a convocação da greve geral para 30 de junho passado, que acabou sendo desmobilizada pelas maiores centraisdeclaradamente, pela Força Sindical e a UGT, mas também houve críticas ao pouco empenho da CUT e da CTB, entre outras entidades.
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O resultado da reunião parece sinalizar para a retomada da busca dessa unidade em ações na luta. A perspectiva inicial traçada no encontro é de que sejam promovidas nesse dia paralisações em todas as capitais do país e no interior.
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A reação ocorre em meio à nova investida do governo de Michel Temer (PMDB) para tentar aprovar a PEC 287 na Câmara dos Deputados ainda neste ano. Ainda sem votos para isso, o governo apresentou uma versão reduzida da reforma, mas que seguiu desagradando aos sindicatos.
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“A nova proposta do governo mantém os ataques centrais, que é a questão dos 25 anos de contribuição mínima para os servidores, os 62 e 65 anos de idade, os 40 anos de contribuição, que são [regras] nitidamente voltadas para não deixar os [trabalhadores] se aposentarem”, disse Saulo Arcangeli, da direção da Fenajufe e da coordenação nacional da CSP-Conlutas. O dirigente destaca a importância das manifestações nacionais previstas para acontecer em Brasília, no dia 28 de novembro, como preparatórias para mobilizações maiores e a greve nacional. “Precisamos de uma semana forte como esquenta, mas temos a necessidade de uma greve geral para parar o país”, disse.
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Entre as atividades que antecedem a greve, as centrais indicaram uma campanha nas redes sociais para desmascarar as mentiras do governo acerca da reforma da Previdência, pressão sobre os deputados federais nos aeroportos e em agendas públicas, assembleias e debates nas categorias e panfletagens nas ruas de 27 de novembro a 1º de dezembro.
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Editado por Sintrajufe/RS; por Hélcio Duarte Filho, LutaFenajufe Notícias
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Veja a íntegra da nota das centrais
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São Paulo, 24 de novembro de 2017
Centrais Sindicais convocam greve nacional dia 5 contra reforma da Previdência e em defesa dos direitos
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Reunidas na sede da Força Sindical na manhã desta sexta-feira, 24, as Centrais Sindicais CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central, CSB, Intersindical, CGTB e CSP-Conlutas definiram realizar GREVE NACIONAL no dia 5 de dezembro, contra a nova proposta de desmonte da Previdência Social apresentada pelo governo.
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As Centrais Sindicais convocam todas as entidades sindicais e movimentos sociais a realizarem ampla mobilização nas basesassembleias, atos, debates e outras atividadescomo processo de organização de uma Greve Nacional, no dia 5 de dezembro, contra as propostas de reforma da Previdência Social, que acaba com o direito à aposentadoria dos trabalhadores brasileiros.
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As Centrais Sindicais exigem que o Congresso Nacional não mexa nos direitos trabalhadores!
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CUT, CTB, CSB, CSP-CONLUTAS, UGT, Força Sindical, Intersindical, Nova Central









