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Os servidores fizeram uma marcha até o STF, onde gritaram Lewandowski, traidor, respeite o servidor . Depois, passaram pelo Palácio do Planalto, onde protestaram contra o governo e responsabilizaram Dilma Rousseff (PT) pela greve. Finalmente, a atividade se concentrou em frente ao Senado, com muito barulho. Havia uma clara determinação da presidência do Senado de não permitir o acesso de servidores do Judiciário Federal à Casa. Alguns colegas da caravana do Sintrajufe/RS conseguiram entrar, devido ao auxílio de parlamentares, como os senadores do RS Ana Amélia Lemos (PP) e Paulo Paim (PT).
Enquanto os servidores protestavam do lado de fora do Congresso Nacional, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou que está convocada sessão do Congresso para o dia 2 de setembro, quarta-feira da próxima semana, às 11h, quando poderá ser apreciado o veto 26 (relativo ao PLC 28/15).
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Golpe contra servidores do MPU: Senado aprova substitutivo ao PLC 41, rebaixando valores
Logo após o anúncio, Renan pôs em pauta o PLC 41, que trata da reposição salarial dos servidores do Ministério Público da União. No entanto, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO), relator do projeto no Plenário do Senado, apresentou parecer encaminhando substitutivo ao projeto, negociado entre o governo Dilma e a Procuradoria-Geral da República. A proposta é basicamente a mesma do projeto que o Supremo Tribunal Federal tenta impor ao Judiciário Federal (PL 2.648/15), com rebaixamento dos valores, parcelamento ao longo de oito semestres e reajuste da Gampu (gratificação análoga à GAJ do Judiciário), de 90% para 140% sobre o vencimento básico.
Raupp e Delcídio mentem para defender “acordo”
Houve várias intervenções, contra o substitutivo e a favor. Raupp e o líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), usaram a palavra para defender o substitutivo, falando na tribuna que o país não poderia aprovar um reajuste de 79% para os servidores. Delcídio foi além na mentira e afirmou que 80% dos servidores do MPU aprovam a proposta contida no substitutivo. Em várias falas de líderes partidários, foi citado o projeto do Judiciário Federal; os líderes que defenderam o substitutivo deram demonstrações de que podem atuar na contramão da luta da categoria na apreciação do veto 26 no Senado.
Os senadores que fizeram a defesa dos servidores do MPU buscaram deixar claro que o “acordo” não envolvia as entidades representativas daquela categoria. O senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) pediu votação nominal, na tentativa de criar mais um obstáculo à votação. No entanto, a proposta de rebaixamento para o MPU foi aprovada no Senado, por 45 votos a 28; houve 3 abstenções. Votaram a favor as bancadas de PMDB, PT, PcdoB, PRB e PR; posicionaram-se a favor da redação original do PLC 41/15 as bancadas de Psol, PSD, PSC, PRB, PSB, PSDB e DEM.
O clima entre os servidores, dentro e fora do Congresso, é de que está em curso uma articulação entre lideranças parlamentares e o governo de Dilma contra os projetos dos servidores. Vários jornais noticiam que o Planalto teria liberado R$ 500 milhões em emendas individuais de parlamentares nesta semana.
Em Brasília nesta terça, o diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira afirma que o substitutivo apresentado por Raupp foi uma manobra, um desrespeito à categoria, que está indignada em todo o país. O dirigente destaca que os colegas do MPU rejeitaram o encaminhamento em assembleias em todo o país e, ainda assim, a tropa de choque do governo impôs a proposta.
O veto 26 deve estar na pauta da sessão convocada para dia 2; portanto, diz Cristiano, a categoria terá de seguir mobilizada e buscar reunir ainda mais pessoas em frente ao Congresso Nacional nesse dia . Sobre as cobranças de vários senadores de que os servidores parassem com o som das vuvuzelas, o diretor do sindicato é taxativo: se eles não nos ouvem, e inclusive não pautam o veto, seguiremos fazendo pressão e muito barulho, até que nos ouçam .
Confira AQUI como votou cada senador em relação ao rebaixamento do projeto do MPU (SIM a favor do rebaixamento; NÃO contra o rebaixamento).
Nesta quarta-feira, a categoria realiza rodada estadual de assembleias de base, para avaliação de encaminhamentos para os próximos passos da mobilização. Na sexta-feira, 28, às 14h, todos à assembleia geral estadual, na 1ª Instância da JF de Porto Alegre, para definição sobre a continuidade e próximos passos da greve.
Sintrajufe/RS, com informações de LutaFenajufe Notícias









