SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Categoria realiza ato público com mais de 10 mil pessoas em Brasí­lia; em sessão marcada para dia 2, Congresso pode apreciar veto ao PLC 28/15


 

 
A categoria mostrou novamente, nesta terça-feira, 25, que está com muita disposição de luta. Mais de 10 mil servidores, do Judiciário Federal e do MPU, fizeram mais um grande ato público na Praça dos Três Poderes, em Brasí­lia. O Sintrajufe/RS enviou caravana, que participou da pressão junto aos parlamentares pela derrubada do veto ao PLC 28/15 e do ato público.


 

 
 
Os servidores fizeram uma marcha até o STF, onde gritaram Lewandowski, traidor, respeite o servidor . Depois, passaram pelo Palácio do Planalto, onde protestaram contra o governo e responsabilizaram Dilma Rousseff (PT) pela greve. Finalmente, a atividade se concentrou em frente ao Senado, com muito barulho. Havia uma clara determinação da presidência do Senado de não permitir o acesso de servidores do Judiciário Federal à Casa. Alguns colegas da caravana do Sintrajufe/RS conseguiram entrar, devido ao auxí­lio de parlamentares, como os senadores do RS Ana Amélia Lemos (PP) e Paulo Paim (PT).

Enquanto os servidores protestavam do lado de fora do Congresso Nacional, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou que está convocada sessão do Congresso para o dia 2 de setembro, quarta-feira da próxima semana, às 11h, quando poderá ser apreciado o veto 26 (relativo ao PLC 28/15).
 
 

Golpe contra servidores do MPU: Senado aprova substitutivo ao PLC 41, rebaixando valores

Logo após o anúncio, Renan pôs em pauta o PLC 41, que trata da reposição salarial dos servidores do Ministério Público da União. No entanto, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO), relator do projeto no Plenário do Senado, apresentou parecer encaminhando substitutivo ao projeto, negociado entre o governo Dilma e a Procuradoria-Geral da República. A proposta é basicamente a mesma do projeto que o Supremo Tribunal Federal tenta impor ao Judiciário Federal (PL 2.648/15), com rebaixamento dos valores, parcelamento ao longo de oito semestres e reajuste da Gampu (gratificação análoga à GAJ do Judiciário), de 90% para 140% sobre o vencimento básico.

Raupp e Delcí­dio mentem para defender “acordo”

Houve várias intervenções, contra o substitutivo e a favor. Raupp e o lí­der do governo no Senado, Delcí­dio do Amaral (PT-MS), usaram a palavra para defender o substitutivo, falando na tribuna que o paí­s não poderia aprovar um reajuste de 79% para os servidores. Delcí­dio foi além na mentira e afirmou que 80% dos servidores do MPU aprovam a proposta contida no substitutivo. Em várias falas de lí­deres partidários, foi citado o projeto do Judiciário Federal; os lí­deres que defenderam o substitutivo deram demonstrações de que podem atuar na contramão da luta da categoria na apreciação do veto 26 no Senado.

Os senadores que fizeram a defesa dos servidores do MPU buscaram deixar claro que o “acordo” não envolvia as entidades representativas daquela categoria. O senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) pediu votação nominal, na tentativa de criar mais um obstáculo à votação. No entanto, a proposta de rebaixamento para o MPU foi aprovada no Senado, por 45 votos a 28; houve 3 abstenções. Votaram a favor as bancadas de PMDB, PT, PcdoB, PRB e PR; posicionaram-se a favor da redação original do PLC 41/15 as bancadas de Psol, PSD, PSC, PRB, PSB, PSDB e DEM.

O clima entre os servidores, dentro e fora do Congresso, é de que está em curso uma articulação entre lideranças parlamentares e o governo de Dilma contra os projetos dos servidores. Vários jornais noticiam que o Planalto teria liberado R$ 500 milhões em emendas individuais de parlamentares nesta semana.

Em Brasí­lia nesta terça, o diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira afirma que o substitutivo apresentado por Raupp foi uma manobra, um desrespeito à categoria, que está indignada em todo o paí­s. O dirigente destaca que os colegas do MPU rejeitaram o encaminhamento em assembleias em todo o paí­s e, ainda assim, a tropa de choque do governo impôs a proposta.

O veto 26 deve estar na pauta da sessão convocada para dia 2; portanto, diz Cristiano, a categoria terá de seguir mobilizada e buscar reunir ainda mais pessoas em frente ao Congresso Nacional nesse dia . Sobre as cobranças de vários senadores de que os servidores parassem com o som das vuvuzelas, o diretor do sindicato é taxativo: se eles não nos ouvem, e inclusive não pautam o veto, seguiremos fazendo pressão e muito barulho, até que nos ouçam .

Confira AQUI como votou cada senador em relação ao rebaixamento do projeto do MPU (SIM a favor do rebaixamento; NÃO contra o rebaixamento).

Nesta quarta-feira, a categoria realiza rodada estadual de assembleias de base, para avaliação de encaminhamentos para os próximos passos da mobilização. Na sexta-feira, 28, às 14h, todos à assembleia geral estadual, na 1ª Instância da JF de Porto Alegre, para definição sobre a continuidade e próximos passos da greve.

Sintrajufe/RS, com informações de LutaFenajufe Notí­cias