SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Categoria avalia positivamente a greve em defesa da carreira e contra o arrocho salarial

O Sintrajufe/RS colheu, no dia 16 de junho, junto à categoria, impressões e avaliações da greve de 30 dias em que os colegas enfrentaram a ameaça de desmanche da carreira e a polí­tica de arrocho salarial do governo Dilma. Os colegas foram unânimes em classificar o movimento paredista como positivo e fundamental para os avanços obtidos.

O movimento foi positivo, porque a gente conseguiu reverter uma situação que praticamente já estava perdida. Temos ainda uma possibilidade de conseguir outras coisas que estão na nossa pauta se continuarmos mobilizados. A greve foi calma, unida; teve união até do pessoal do tribunal, foi bastante forte no interior, principalmente na região da Serra. Foi calmo, não teve atrito, e a gente conseguiu barrar uma coisa que ia acabar muito com nossos direitos. Foi muito importante.

Gladis Marques, 18ª VT de Porto Alegre

       

Esse movimento foi bem positivo, porque nós tí­nhamos uma ameaça muito grande à nossa carreira, e dentro disso o desmantelamento de todo o Judiciário Federal. A gente conseguiu perceber a tempo e atacou a PEC que nos tirava direitos e, no fim, prejudicava também os jurisdicionados. Eu sou funcionária há 23 anos e nunca tinha visto no tribunal os gabinetes se envolverem tanto, conversarem com seus desembargadores, a ponto de todos os desembargadores assinarem o documento contrário à aprovação da PEC. Meu sentimento é de uma vitória muito boa contra esse desmantelamento que estava vindo por aí­.

Jacqueline Oliveira, TRT

   

O meu sentimento com relação à greve é de que ela era necessária neste momento, de que houve muita união entre os trabalhadores do 1º e do 2º graus, e isso foi muito importante para atacar a ameaça contra a carreira, que era o que significava essa PEC 59. Eu me dei conta da necessidade de entrar nessa greve, apesar de nem ser sindicalizada, por conta dessa ameaça a uma carreira que, no meu caso, eu construí­ para a minha vida, não é um trampolim, não era para passar em outro concurso. Era a coisa mais importante que eu tinha para fazer em 20 anos de tribunal; para mim, foi a greve mais significativa. Tenho função gratificada, o que sempre é uma ameaça. Eu abri mão de qualquer envolvimento com relação à minha pessoa, pelo coletivo. Vi a importância da greve para o conjunto e para a carreira, para a vida. Eu estou lutando para não acabar o que eu tenho de mais precioso: minha famí­lia e a minha carreira.

Cristine Lourenço, 18ª VT de Porto Alegre

   

Essa greve em certo sentido me surpreendeu. Estava um pouco cético da possibilidade de a categoria se defender perante esses ataques, inclusive eu não arranquei no primeiro dia de greve. Eu e alguns colegas ficamos esperando, e depois vimos que cresceu rapidamente. Por fim, nos sentimos fortes para entrar e, agora, estamos esperando que comece a sinalizar algum resultado, que a discussão salarial comece a se abrir, trancar a PEC, que foi o primeiro motivo que mobilizou para a greve. O pessoal está na expectativa de que neste ano tenhamos uma conquista. Acho que há condições de retomar a greve em agosto, acho que as cabeças vão estar abertas a essa possibilidade.

Lelio Valdez, TRT

   

O pessoal da Justiça Federal de Gravataí­ aderiu desde o primeiro momento. Desde o dia 15 de maio, nós estamos paralisados, praticamente 70% do pessoal está em greve. E a gente viu que não tinha opção senão parar para barrar a PEC 59, que era o perigo mais iminente, e lutar pelos nossos direitos, pelo afastamento das carreiras exclusivas dos tribunais superiores e, claro, pela fixação da data-base, que o governo vem nos enrolando desde 98.

Tiaraju Rodrigues, JF de Gravataí­

   

Essa greve foi muito importante para que nós avançássemos em relação ao nosso reajuste salarial. Estávamos sem nenhuma perspectiva de ter um reajuste, estamos sem nenhuma recuperação salarial desde 2006. E também foi muito importante para que conseguí­ssemos barrar o andamento da PEC 59, que estava ameaçando o nosso estatuto, a lei 8.112/90, que rege a nossa carreira, em vista da iniciativa da Fenajud de colocar esse projeto em pauta no Senado.

Elisete Airoldi, 3ª VF de Novo Hamburgo

   

É um movimento acertado da categoria, tendo em vista que nos últimos anos nós só temos 10% de reposição salarial, enquanto a inflação bateu a casa dos cinquenta e tanto por cento acumulados. Com essa defasagem salarial imensa, nós mudamos as nossas vidas, transformações todas negativas no sentido do nosso poder aquisitivo e da nossa qualidade de vida. O movimento está tendo uma boa consequência, tendo em vista que, de forma inédita, o Poder Judiciário aponta que o orçamento do Judiciário sustenta a reposição salarial. Por outro lado, tem a parte defensiva da nossa greve, que é a PEC 59/13. Bem encaminhada a nota técnica, com a aprovação da inconstitucionalidade, o senador Valdir Raupp não deve dar outro parecer no seu relatório a não ser pela negação da constitucionalidade dessa PEC.

Alan Carlos Dias da Silva, Central de Mandatos JT de Porto Alegre

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