O movimento contra a PEC 241/2016 prepara para segunda, 24, e terça-feira, 25 o que podem ser as mais expressivas manifestações contrárias à proposta que ameaça congelar por 20 anos o orçamento destinado aos serviços públicos e às políticas sociais. O governo diz que tentará aprovar a matéria no Plenário da Câmara entre a segunda e a quarta-feira.
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Ganha corpo a campanha crítica à emenda constitucional defendida pelo presidente Michel Temer (PMDB), que aprofunda o ajuste fiscal que a gestão de Dilma Rousseff (PT) aplicava no país. As vozes contrárias se multiplicaram em termos de visibilidade desde que a PEC 241 foi aprovada, em primeiro turno, na Câmara dos Deputados.
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A primeira sessão plenária na qual a proposta poderá entrar em pauta está marcada para a tarde da segunda, às 16h. Exatamente uma semana após as manifestações contra a PEC 241 que reuniram, no dia 17 de outubro, milhares de pessoas no Rio de Janeiro (de cinco a sete mil), São Paulo (entre oito e dez mil) e em várias outras cidades do país.
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Há sessões plenárias convocadas ainda para a terça-feira. Pela pauta oficial da Câmara, o segundo turno da votação da proposta de emenda constitucional só está previsto para as sessões de terça, às 9h e 15h. A sessão de segunda seria destinada à apreciação de outro tema polêmico e que contraria o que defendem os movimentos sociais e sindicais: a votação dos destaques do projeto que permite e pode abrir caminho para a privatização total da exploração das reservas de petróleo brasileiras contidas na camada do pré-sal.
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Luta contra a PEC 241
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O movimento é nacional e de certa forma descentralizado, mas as avaliações convergem para uma mesma constatação: a PEC 241 poderá levar ao colapso dos serviços públicos gratuitos prestados à população em todas as áreas. Análise divulgada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), por exemplo, avalia que a universidade pública, gratuita e com a reconhecida qualidade atual poderá deixar de existir.
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Estudos apontam que, se estivesse em vigor entre 2006 e 2015, a massa salarial dos servidores civis do Executivo da União teria uma perda acumulada de R$ 52 bilhões. O quadro provavelmente seria parecido, em termos proporcionais, no Judiciário Federal e no Legislativo. De acordo com o Departamento Intersindical de Estudos SócioEconômicos (Dieese), a saúde pública teria perdido 26% de suas receitas (ou R$ 290 bilhões) em dez anos com as regras da PEC 241. E o valor do salário-mínimo seria pouco mais da metade do atual com base no mesmo trabalho.
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São estudos que apontam para o colapso dos serviços públicos e da situação social já tão desigual do país. Na esfera do Poder Judiciário as previsões também são sombrias. Ao ponto de a Procuradoria-Geral da República enviar nota à Câmara dos Deputados na qual afirma que a PEC 241 é inconstitucional, fere a independência entre os poderes e pode inviabilizar o sistema judicial brasileiro.
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Editado por Sintrajufe/RS; fonte: LutaFenajufe Notícias, por Hélcio Duarte Filho.









