SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Balaio Cultural do Mês da Mulher teve música, teatro, dança e polí­tica

Na última sexta-feira, 28, o Salão Multicultural Alê Junqueira se cobriu de lilás na homenagem do Sintrajufe/RS ao Mês das Mulheres. Estavam presentes, além de colegas da categoria e da direção do sindicato, representantes de entidades do movimento organizado de mulheres.

A diretora do Sintrajufe/RS Eliana Falkembach fez a saudação inicial aos presentes. Depois, a cantora Sandra Reis, com voz e violão, cantou sucessos da MPB e do pop nacional. Ao final do primeiro bloco de músicas, o microfone foi aberto para a manifestação de entidades e colegas presentes.

 

 
Em nome da Liga Brasileira de Lésbicas, Caroline Bastos falou de iniciativas como a campanha pelo Estado laico. Ela destacou, ainda, a importância da transversalidade dos debates e da parceria com sindicatos e entidades para a redução do preconceito e da violência.
 
Joana Stedile, da Marcha Mundial das Mulheres, afirmou que, para se construir o feminismo, não se prescinde do sentimento, que a cultura nos traz, para além das diferentes lutas . Ao destacar que o poder está nas mãos dos homens e dos capitalistas, Joana defendeu a realização de plebiscito por reforma polí­tica.
 

As mulheres foram as principais protagonistas das Jornadas de Junho, afirmou Dani Maidana, do Movimento Mulheres em Luta (MML). Em encontro nacional, em outubro de 2013, que reuniu mais de 2,3 mil mulheres, o MML aprovou a resolução de realização de grande campanha de combate à violência contra a mulher. O Brasil, lembrou Dani, ocupa o 7º lugar em violência contra a mulher no ranking da ONU e registra um assassinato de mulheres a cada uma hora e meia. Segundo ela, a Lei Maria da Penha não vem sendo capaz de resolver todos os casos, o governo está recuando nos investimentos e, com a Copa do Mundo, cresce a exploração sexual.
 


A colega da Justiça do Trabalho Mara Weber destacou que 50% ou mais dos servidores do Judiciário são mulheres, mas que ainda é difí­cil discutir a questão da mulher na categoria. Ela citou como exemplos casos de assédio sexual não denunciados e redução da licença-maternidade para evitar perda de FC.

A programação cultural do Balaio continuou com a esquete teatral Confesso que Capitu , com a atriz Elisa Lucas, baseada na personagem de Machado de Assis. Em seguida, houve a apresentação do Grupo Folclórico Palestino TerraGrande Porto Alegre/RS, com danças tradicionais da palestina. Os presentes, animados, formaram uma roda e dançaram com as bailarinas. A noite terminou com a participação da colega da Justiça Federal Fernanda Pedrazzi, que leu poemas do seu projeto águas.