SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Auditoria da dí­vida está entre vetos da pauta do Congresso desta terça-feira, 8

O veto da presidente Dilma Rousseff (PT) à realização da auditoria da dí­vida pública está na pauta da sessão do Congresso convocada para esta terça-feira, 8 de março. Campanha nacional promovida pela Auditoria Cidadã da Dí­vida, com apoio de movimentos sociais e sindicais, defende que senadores e deputados derrubem o vetosão necessários 257 votos na Câmara e 41 no Senado para isso.

 

A questão refere-se à emenda incluí­da no Plano Plurianual 2016-2019, que reúne diretrizes e metas para a atuação do governo no perí­odo. O item prevê a realização da auditoriaprevista na Constituição Federal de 1988, mas jamais efetivada “, com controle da sociedade civil. Ao vetar, a presidente Dilma alegou que a dí­vida pública do Brasil é transparente e já está sob controle e fiscalização da sociedade civilela não explicou, porém, como e onde isso ocorre.
 
 
 
Embora a sessão conjunta da Câmara e do Senado esteja convocada pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL) para as 19 horas desta terça-feira, não é possí­vel afirmar que ela de fato ocorrerá ou que o veto da auditoria será apreciado. Há 16 vetos para serem analisadosentre eles o que derrubou o reajuste do benefí­cio assistencial Bolsa Famí­lia e questões ligadas à repatriação de dinheiro enviado ilegalmente ao exterior.
 

Ao longo dos últimos meses, o quórum para a realização das sessões do Congresso Nacional já tem sido difí­cil. Não se sabe o que ocorrerá agora, diante do agravamento da crise polí­tica e da decisão da oposição conservadora nas duas casas de obstruir as votações no parlamento brasileiro.

 
A despesa com juros e amortizações das dí­vidas públicas vêm sendo apontada como principal responsável pelo déficit fiscal da União, na visão da Auditoria Cidadã da Dí­vida e de economistas não alinhados ao governo ou à oposição conservadora. Todos nós pagamos esta dí­vida, pagamos com os tributos e com o reduzido alcance dos serviços públicos , diz a auditora fiscal Maria Lucia Fatorelli, da coordenação da Auditoria Cidadã, em ví­deo gravado para a campanha. Por que não fazer a auditoria se a dí­vida já absorve todo ano quase a metade do orçamento federal. Em 2015, quase um trilhão de reais foram para o pagamento da dí­vida, a maior parte juros, de uma dí­vida que a gente não sabe exatamente a origem, como ela surgiu, quem se beneficiou , observa.

 
Editado por Sintrajufe/RS; fonte: LutaFenajufe Notí­cias, por Hélcio Duarte Filho.