SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Assembleias de base das justiças Eleitoral e Federal de Porto Alegre aprovam calendário de mobilização da Fenajufe

Na tarde de hoje, na continuidade da Rodada Estadual de Assembleias de Base, o Sintrajufe/RS realizou assembleias de base no Anexo da JE, no TRE Duque e na Justiça Federal de Porto Alegre (1ª Instância e TRF). Em todas, os colegas aprovaram o calendário de mobilização da Fenajufe, com paralisação de 48 horas nos dias 2 e 3 de junho e assembleia geral, no dia 3 de junho, para avaliação do indicativo de greve por tempo indeterminado a partir do dia 10.

Nas assembleias da Justiça Eleitoral, o diretor do Sintrajufe/RS Ruy Almeida apresentou informes sobre a mobilização nacional, que se espalha por todo o paí­s com paralisações, assembleias e greve atingindo um total de 25 estados nesta semana. O diretor avaliou que a decisão da categoria, na última reunião ampliada da Fenajufe, de aprovar o calendário de mobilização, culminando com o indicativo de greve nacional, fez o governo recuar. Com isso, o PLC 28/15 foi aprovado na CCJC do Senado sem o envio do projeto à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), como havia sido proposto, antes da realização da ampliada, pelo senador Delcí­dio do Amaral (PT-MS), lí­der do governo do senado. O diretor falou, ainda, do ato público nacional da categoria, ontem, em Brasí­lia, e de reunião da Fenajufe com o diretor-geral do STF, quando este disse que não havia, ainda, acordo com o governo para a dotação orçamentária do projeto.

 
 

 

Tanto no Anexo da JE quanto no TRE Duque, os colegas debateram a situação atual do PLC 28/15 e, logo após, foi feita a votação dos encaminhamentos. Em ambos os locais, os colegas referendaram, por unanimidade, o calendário de mobilização da Fenajufe; aprovaram, ainda, paralisação de duas horas nos dias 2 e 3 de junho, com proposta de participação de colegas de outros órgãos em arrastões nos prédios da Eleitoral.
 
 

 

Justiça Federal

Na assembleia da Justiça Federal, o diretor Paulinho Oliveira lembrou que, desde outubro de 2014, a JF vem fortalecendo sua mobilização, com atividades que culminaram com o últimoato público, no dia 14 de maio, na Justiça do Trabalho, quando a Justiça Federal teve uma grande participação. Agora, lembrou o diretor, os servidores do Judiciário Federal estão em um momento decisivo, com o PLC 28/15 aprovado na CCJC depois de uma grande pressão da categoria, e é preciso definir os próximos passos.

 

 
 
O diretor Fagner Azeredo, que esteve em Brasí­lia, ontem, na caravana que participou do ato público em frente ao STF, deu informes da mobilização pela aprovação do projeto de reposição salarial, que ocorre em vários estados nesta semana. Ele lembrou o trabalho de convencimento que vem sendo realizado junto a vários senadores, não apenas pedindo apoio à aprovação do projeto, mas também para que não apoiem qualquer emenda que seja apresentada visando protelar a tramitação (o prazo de apresentação de emendas em plenário se encerra hoje; até o fechamento desta matéria, não havia informação sobre a apresentação de alguma emenda). Segundo Fagner, a quase totalidade dos senadores visitados afirmou apoio ao PLC 28/15. Ainda segundo o diretor, em reunião na Fenajufe, na noite de ontem, foi relatada reunião entre dirigentes da federação e o diretor-geral do STF, Amarildo Vieira. Segundo Amarildo, o lí­der do governo no Senado, Delcí­dio do Amaral (PT-MS), fez simulações de propostas alterando as datas de implementação das parcelas da reposição salarial, mas nenhuma teria ainda recebido o aval do governo.

Depois dos informes, foi aberta a palavra para os colegas e, em seguida, a votação. O calendário de mobilização da Fenajufe, de paralisação de 48 horas nos dias 2 e 3 junho e assembleia no dia 3 de junho para avaliação do indicativo de greve, a partir de 10 de junho, foi aprovado pela maioria. Outras duas propostas foram colocadas em votação: paralisação de 24 horas no dia 3 de junho; e paralisação de 2 horas nos dias 2 e 3 de junho.

Em todas as assembleias, foi reforçada a importância da participação na paralisação de 24 horas desta sexta-feira, 29, e na assembleia geral, às 11h, na 1ª Instância da Justiça Federal. Depois, a categoria se desloca para a Praça da Matriz, onde participa de ato unificado dos trabalhadores contra a ampliação das terceirizações, a retirada de direitos trabalhistas e previdenciários e o ajuste fiscal do governo Dilma.