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Em assembleia geral estadual realizada nessa terça-feira, 31, os trabalhadores do Judiciário Federal no Rio Grande do Sul reafirmaram sua disposição de luta para barrar a reforma da Previdência proposta pelo governo de Michel Temer (PMDB). Foram aprovadas duas paralisações para o mês de março, nos dias 8 (três horas) e 15 (24 horas). No dia 8, haverá, durante a paralisação, um seminário / debate sobre a reforma, e as atividades serão direcionadas ao Dia Internacional da Mulher, discutindo-se os efeitos perversos da proposta de reforma sobre as mulheres trabalhadoras. Como eixo das duas mobilizações, foi aprovado por unanimidade “Não à reforma da Previdência! Fora Temer! Nenhum direito a menos!”.
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A assembleia teve início com informes da direção do Sintrajufe/RS a respeito do calendário de mobilização indicado pela Fenajufeque inclui a paralisação do 8 de março, além de outras atividades ao longo do mês de fevereiro. Também foi apresentado um relato sobre a reunião que instalou o Fórum em Defesa da Previdência, realizada na sede do Sintrajufe/RS na última semana. O Fórum pretende unificar diversas categorias de trabalhadores na luta contra a reforma da Previdência.
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Nas falas dos colegas, prevaleceu o chamado à mobilização unitária contra a reforma da Previdência e contra outras medidas propostas por Temer que passarão a ser discutidas logo em seguida, como a reforma trabalhistaque, além de causar prejuízos diretos ao conjunto dos trabalhadores, coloca em risco a Justiça do Trabalho. Assim, esteve presente nos discursos a urgência de dialogar com o conjunto dos trabalhadores e de esclarecer a própria categoria sobre as ameaças que se aproximam a diversos direitos que devem ser defendidos.
 
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Sobre o dia 8 de março, duas propostas foram à votação: a primeira, apresentada pela direção do Sintrajufe/RS e aprovada pela assembleia, foi de três horas de paralisação com a realização de um seminário / debate na Justiça Federal, tendo como foco os efeitos da proposta de reforma sobre as mulheres trabalhadoras; a proposta contrária defendia que a categoria participasse das atividades relativas ao Dia Internacional de Luta da Mulher, sem qualquer paralisação.
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Por ampla maioria, foi aprovada paralisação de 24 horas no dia 15 de março, data para a qual está chamada uma grande mobilização nacional contra a proposta de Temer para a Previdência. Por sua vez, foi unânime a definição do eixo que norteará a participação da categoria nessa luta: “Não à reforma da Previdência! Fora Temer! Nenhum direito a menos!”.
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Eleição de delegados
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Ao final da assembleia, foi realizada a eleição dos delegados à próxima reunião ampliada da Fenajufe, que acontece no dia 19 de fevereiro, em Brasília (os delegados deverão participar também do Seminário Nacional da Fenajufe sobre Previdência Social, no dia 18 deste mês).
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O resultado da eleição foi o seguinte:
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– Chapa Luta Sintrajufe – 26 votos – 4 delegados;
– Chapa Democracia e Luta – Oposição – 20 votos – 3 delegados;
– Chapa Base na Luta – 18 votos – 3 delegados.
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A assembleia foi mais uma etapa importante da luta contra a reforma da Previdência, que precisa ser ampliada nas próximas semanas. Com o fim do recesso no Congresso, a tendência é que o governo, enfraquecido pelos escândalos de corrupção e pela desaprovação popular, procure aprovar a reforma o mais rápido possível. Para impedir que isso aconteça, o conjunto da classe trabalhadora brasileira deverá estar pronta para construir uma greve geral nacional. Apenas com a união dos trabalhadores em luta essa série de medidas que só têm por objetivo favorecer as elites políticas e econômicas poderá ser derrotada.









