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A paralisação de 24 horas realizada na sexta-feira foi parte de uma grande mobilização nacional. Chamado pelas centrais sindicais, o dia de mobilizações teve dezenas de categorias paralisadas em Porto Alegre. Durante a manhã, foram realizadas atividades específicas de cada categoria, reunindo-se todas, no início da tarde, em ato público unificado em frente ao Palácio Piratini. As pautas nacionais traziam a luta contra o PLC 30/15 (antigo PL 4.330/04, que amplia as terceirizações) e contra as Medidas Provisórias 664 e 665, que retiram direitos trabalhistas e previdenciários. Além disso, foram levadas ao ato as pautas específicas de cada setor de trabalhadores.
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Como parte da crescente mobilização da categoria, o Sintrajufe/RS chamou os colegas a realizarem paralisação de 24 horas, com uma assembleia geral em frente ao prédio da Justiça Federal. A paralisação, insuflada pela indignação com as tentativas do governo de barrar o projeto de reposição salarial da categoria, teve forte adesão também no interior, com atividades em diversas cidades. Na assembleia geral, além de Porto Alegre, estiveram presentes colegas de Barra do Ribeiro, Cachoeira do Sul, Carazinho, Gravataí, Guaíba, Novo Hamburgo e Santa Rosa.
 
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A assembleia começou com diversos informes a respeito da situação das demandas dos servidores. O diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira explicou como estão as mobilizações em cada estado em defesa do PLC 28/15, que trata da reposição salarial da categoria. Quase todos os estados estão realizando paralisações ou assembleias preparatórias à greve nacional. O Paraná já está em greve. Cristiano lembrou que a tramitação legislativa do PLC está quase concluída, mas que a aprovação final do projeto ainda depende de um acordo orçamentário entre o governo e o Supremo Tribunal Federal. Por isso, frisou, se faz necessário ampliar a mobilização e construir uma greve nacional forte a partir da próxima semana. O diretor ainda relatou os resultados das assembleias de base realizadas no interior do estado, como subsídio para as decisões que a assembleia geral haveria de tomar em seguida.
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Foram repassados ainda, pelos direitores Paulinho Oliveira e Ruy Almeida, informes sobre as deliberações das assembleias de base de Porto Alegre. A diretora da Fenajufe Mara Weber relatou aos colegas as percepções e ações recentes da federação em relação à luta pela reposição, destacando que esta semana, em especial os dias 2 e 3, será crucial na defesa do projeto.
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Nas falas que se seguiram, os colegas foram unânimes em apontar a necessidade de greve neste momento. Foi constantemente lembrado que os trabalhadores nunca conseguiram conquistar nada sem luta, e que a reposição salarial buscada só poderá vir com grande mobilização de toda a categoria. Os colegas destacaram ainda a necessidade de construir uma greve nacional forte, unificada, que mostre ao governo o tamanho da insatisfação da categoria e a vontade de todos de reverter a situação.
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Com esse sentido, foi aprovada paralisação de 48 horas nos dias 2 e 3 de junho. Ainda foi aprovado indicativo de greve a partir do dia 10, indicativo que será avaliado na assembleia do dia 3. Como parte da paralisação, será realizado um ato público no dia 2, às 14h30min, na 1ª Instância da Justiça Federal. O Sintrajufe/RS irá disponibilizar transporte saindo às 14h15 dos prédios da Justiça do Trabalho e da Justiça Eleitoral. No dia 3, haverá assembleia geral, às 14h (com almoço às 12h30min), nas varas trabalhistas. A pauta única da assembleia será o indicativo de greve para o dia 10. Nesse dia, o tranposrte sairá às 12h15min e às 13h45 dos prédios da Justiça Federal e da Justiça Eleitoral.
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Essa é a hora de mostrar a nossa força e a nossa indignação com as tentativas de barrar a reposição que buscamos. Por isso é fundamental a participação de todos para que preparemos a entrada do Rio Grande do Sul na greve nacional que está sendo construída.








