
Na noite de ontem, a categoria se reuniu em assembleia geral, no Salão Multicultural Alê Junqueira, para debater os acordos de negociação da greve. Em relação à 1ª Instância da Justiça Federal, a assembleia aprovou a realização de assembleia de base, em data a ser marcada. Devido à intransigência do diretor do Foro da Seção Judiciária do RS, juiz federal José Francisco Spizzirri, em negociar, demonstrada na reunião com o Comando de Greve no dia 17, os colegas entenderam que é importante ouvir os grevistas. Dessa forma, juntos, serão discutidos os próximos passos para se chegar a um acordo que abranja a compensação do trabalho represado em função da greve.
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Os presentes à assembleia aprovaram, ainda, as diretrizes para o acordo de greve discutidas, na tarde de ontem, em reunião com o presidente do TRE, desembargador Marco Aurélio Heinz, que apontam para a compensação do trabalho e representam um forte avanço no respeito ao exercício do direito de greve para os colegas da JE. A assembleia remeteu a decisão sobre o termo de acordo a assembleias de base, em caso de necessidade.
Na avaliação dos presentes, de forma geral, as reuniões de negociação tiveram um saldo positivo. Os relatos do Comando Estadual de Greve resgataram as reuniões ocorridas até o momento. NoTRT, o acordo já foi assinado, garantindo o foco na recuperação do trabalho represado durante a greve, com um período de 30 dias a compensação (que será proporcional aos dias de adesão de cada servidor – confira aqui otermo do acordo). Na Justiça Eleitoral, o acordo deve seguir essas diretrizes; encaminhamento semelhante se apresenta em relação ao TRF.
Ao final, a assembleia geral aprovou duas moções. A primeira, de apoio à greve dos professores municipais de Gravataí, iniciada em 12 de junho, e aos municipários da mesma cidade, paralisados desde o dia 17. A segunda moção é de repúdio à decisão da Justiça do Trabalho de Gravataí que declarou a abusividade de ambas as greves.
Por Rosane Vargas, Sintrajufe/RS








