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Na tarde desta quinta-feira, 11, os servidores do Judiciário Federal do Rio Grande do Sul realizaram assembleia geral estadual com a participação de cerca de 200 colegas da capital e do interior, e também de aposentados. Apesar do quadro nacional com dificuldades, a categoria decidiu, por ampla maioria, aprovar o indicativo do Comando Estadual de Greve no sentido da continuidade do movimento por tempo indeterminado. Nas próximas segunda e terça-feira, os servidores de todo o estado deverão realizar assembleias de base para debater a continuidade ou suspensão da greve. Nova assembleia geral ficou marcada para a próxima quarta-feira, 17, quando haverá nova avaliação das condições de manutenção da greve nacional.
A assembleia começou com os informes passados pela direção do Sintrajufe/RS. Foi relatado a respeito do importante ato público realizado pela categoria na vinda de Dilma ao RS, na última sexta-feira, quando os servidores foram até a Expointer protestar contra o arrocho salarial e exigir negociação, fato que deu ampla visibilidade em nível nacional à mobilização. Informou-se, ainda, sobre os mandados de segurança ajuizados pela PGR, Anamatra, Ajufe, AMB e DPU contra o corte no orçamento do Judiciário. A Fenajufe também ajuizou Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) contra a inciativa do governo, processo esse no qual o Sintrajufe/RS requereu sua habilitação como “amicus curiae”.
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Além disso, diversos servidores que estiveram na capital federal relataram os acontecimentos que cercaram a realização do ato na tarde de ontem, durante a posse de Lewandowski como presidente do STF. Foram salientadas as tentativas, por parte do sindicato do Distrito Federal e de dirigentes da Fenajufe, de cancelar o protesto. Apesar disso, os representantes dos estados que estavam presentes e a base da categoria no DF garantiram a realização da manifestação, ocorrida por conta da posse de Ricardo Lewandowski como presidente efetivo do Supremo Tribunal Federal.
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No início da assembleia geral, a direção do sindicato informou sobre o quadro de dificuldade nacional, com relatos de diversos estados a respeito de enfraquecimento da greve. Na reunião do Comando Nacional de Greve do dia 3 de setembro, alguns estados chegaram a propor a suspensão da greve naquela semana. Entretanto, houve encaminhamento de que todos fizessem o esforço de manutenção do movimento pelo menos até o dia 10, a fim de realizar o ato público em frente ao STF, com posterior rodada nacional de assembleias para avaliar o indicativo de suspensão da greve. Na reunião de hoje do Comando Estadual de Greve do Rio Grande do Sul, na parte da manhã, aprovou-se o indicativo de continuidade da greve, além da publicação de uma carta aberta aos demais estados, convocados a também manterem o movimento.
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Durante as intervenções, diversos elogios à categoria do Rio Grande do Sul, que mais uma vez tem sido protagonista da mobilização nacional. Assim, foi destacada a importância de que o estado desse o exemplo e mantivesse a greve, fortalecendo a mobilização e estimulando os demais estados a continuarem a luta. Por outro lado, houve muitas críticas a diretores da Fenajufe que chegaram a propor o cancelamento do ato em frente ao STF na tarde de ontem, proposta essa felizmente revertida. Ao final da assembleia, chegou aos servidores a informação de que também Minas Gerais havia decidido pela continuidade da greve, para aplausos dos presentes.
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Além de aprovar a continuidade da grevecom apenas algumas abstenções e nenhum voto contrárioa assembleia desta quinta determinou a realização de uma rodada estadual de assembleias de base nos dias 15 e 16, e de uma nova assembleia geral no dia 17. Também foi aprovada uma moção de repúdio ao ato homofóbico ocorrido em Santana do Livramento na última madrugada, quando um CTG que pretendia realizar o casamento de um casal homoafetivo foi incendiado. Foi, ainda, aprovada moção de repúdio ao golpe de Estado ocorrido no Chile em 1973, que nesta quinta-feira completa 41 anos.








