
Na tarde de hoje, o Sintrajufe/RS realizou assembleia de base no Anexo da Justiça Eleitoral de Porto Alegre. Foram aprovados paralisação de 2 horas no dia 19 de março, indicativo de greve para a primeira quinzena de abril, seguindo o calendário aprovado na reunião ampliada da Fenajufe de 8 de fevereiro, e a formação de uma comissão de mobilização.
O diretor Cristiano Moreira deu informes sobre a mobilização da categoria e explicou pontos da pauta unificada dos SPFs e da pauta específica do Judiciário Federal . Para a negociação desta última, informou, a Fenajufe solicitou ao STF a instalação de uma mesa de negociação permanente. Até o momento, ainda não houve resposta do supremo.
Nas intervenções, os colegas falaram sobre a construção da greve e a importância de realizar um movimento unificado com as demais categorias do funcionalismo. Os servidores mostraram preocupação com o direito de greve, desrespeitado pelo TRE nas mobilizações anteriores, quando foi cobrada compensação hora a hora e promovido o desconto de grevistas. Os diretores do Sintrajufe/RS informaram que, em reunião com a administração, foi cobrada um maior diálogo, e que todos os ataques, de quaisquer administrações e governos contra o direito de greve, serão enfrentados.
A divida pública foi um dos temas levantados, pois, a cada ano são registrados recordes de arrecadação, mas, ao mesmo tempo, o governo não executa nem mesmo o orçamento aprovado e afirma não ter dinheiro para pagar o reajuste dos servidores. O dinheiro que falta para investimentos é direcionado para o pagamento da dívida, que enriquece os banqueiros e especuladores.
Outro ponto levantado pelos colegas foi o combate à PEC 59, que trata do Estatuto do Servidor do Judiciário. A posição contrária à PEC é um dos itens da pauta específica do Judiciário. Além disso, foi demonstrada preocupação com o projeto de lei 499/13, conhecido como Lei Antiterror. O temor é que, além da criminalização dos movimentos sociais representada pela proposta, ela também seja utilizada contra grevistas que vão às ruas fazer suas reivindicações.








