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No início da tarde de hoje, a assembleia de base da Justiça do Trabalho do Porto Alegre, realizada nas varas trabalhistas, aprovou greve a partir de 29 de abril e realização de ato público com caminhada das VTs ao TRT no mesmo dia, marcando o início do movimento paredista. A assembleia contou com a participação de mais de 40 colegas.
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No início da assembleia, o diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira informou que, na manhã de hoje, o sindicato protocolizou, nos tribunais, pedido de formalização da jornada de 6 horas para os servidores do Judiciário Federal do RS. Depois, fez um resumo das atividades de mobilização, destacando a unidade com outras categorias de servidores federais e o grande ato público do dia 9 de abril. Cristiano lembrou que, em 2012, os SPFs só conseguiram arrancar um reajuste depois da greve unificada e que, neste momento, já há funcionários de 30 universidades parados e que os servidores federais da educação básica, profissional e tecnológica estão em greve em 11 estados. Relatou, ainda, o quadro de mobilização do Judiciário Federal no país, informando que Brasília fará paralisação de 24 horas com assembleia de avaliação no mesmo dia, com indicativo de continuidade do movimento por tempo indeterminado. Além disso, o Mato Grosso aprovou greve a partir do dia 29 de abril, Bahia realizará assembleia geral amanhã para deliberar sobre o indicativo de greve a partir do dia 29 e São Paulo fará paralisação de 24 horas no mesmo dia, com indicativo de greve a partir do dia 7 de maio.
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Cristiano lembrou que, no dia 4 de abril, o sindicato cobrou da presidente do TRT, desembargadora Cleusa Halfen, uma posição contrária às carreiras exclusivas e à divisão da carreira. A desembargadora afirmou que o TRT é contra a cisão e defende a isonomia e disse que tentaria incluir o tema na pauta do Colégio de Presidentes e Corregedores de Tribunais Regionais do Trabalho (Coleprecor). O assunto também foi tema de reunião, ontem, com o presidente do TRF, desembargador Tadaaqui Hirose (matéria será divulgada em breve). O sindicato está, ainda, distribuindo entre a categoria um abaixo-assinado no qual é cobrada uma posição das administrações.
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Nas intervenções, a maioria dos colegas avaliou que a mesa de negociação do STF é um avanço, mas não concretizou nada ainda e as conquistas dependerão da mobilização. Os colegas consideraram um deboche a resposta do governo à pauta de reivindicações dos servidores, quando Dilma afirma que houve aumento real e o real, mesmo, é que, no Judiciário, as perdas já chegam a quase 40%, trabalha-se cadas vez mais para ganhar cada vez menos, as metas e o assédio adoecem os servidores e contaminam as relações de trabalho. Enquanto o governo diz não aos servidores, existe dinheiro para pagamento da dívida pública e para a Copa do Mundo, afirmaram os colegas. Será uma batalha difícil para pressionar governo e STF, mas o papel da greve é transpor as dificuldades e não aceitá-las, afirmaram, lembrando que nenhum reajuste concedido à categoria ocorreu sem greve.
Camisetas
Durante a assembleia, foram distribuídas as camisetas da campanha salarial aos sindicalizados. O sindicato continuará a distribuição, incluindo o envio ao interior.
Por Rosane Vargas, Sintrajufe/RS
Atualizado em 24/04/2014, às 8h.
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