A cedência do imóvel do SintrajufeRS no bairro Cristal ao Ponto de Cultural Quilombo do Sopapo é de interesse de toda a categoria. Por isso, o Sintrajufe/RS abriu espaço manifestações sobre o assunto nos meios de comunicação do sindicato.
Leia abaixo um dos artigos enviados para publicação. O texto é de inteira responsabilidade de seu(s) autor(es) e não reflete, necessariamente, a posição da diretoria do Sintrajufe/RS.
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Nosso território de cidadania
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Sérgio Amorim, Denise Rosane, Mara Weber, Maria Elisabete Junges (Beti), Orildo Longhi, Gládis Ludwig, Ana Naiara Malavolta, Alessandra Andrade, Henrique Mascarenhas, Sinara Machado, Vânia Damin, Eduardo Montano, Bárbara Kern, Diogo Correa, Edson Borowski
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Em 2008, a direção do Sintrajufe/RS resolveu um sério problema patrimonial de uma forma inteligente, vantajosa e socialmente correta: construiu no nosso imóvel do bairro Cristal, sem uso e alvo de depredações, mas de promissora valorização imobiliária, um território de cidadania e acolhimento: o Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo.
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Além de viabilizar as atividades dessa referência entre os Pontos de Cultura no Brasil, orgulho para a categoria e para a cidade, preservamos um patrimônio cujo valor quase quadruplicou nesse período, e continua valorizando a cada ano.
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Mas a importante valorização patrimonial é um acessório dessa história. O Quilombo do Sopapo é lugar de inclusão social, diversidade cultural, acolhimento da juventude em situação de risco social e diálogo da população das vilas do bairro Cristal. Lá, muitas famílias viram seus filhos abdicarem de uma possível vida marginal para assumirem o protagonismo de seus próprios destinos, de um sustento digno, imbuídos da cultura da não violência.
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Com base na democracia decisória do seu Conselho Gestor Comunitário, do qual o Sintrajufe/RS é membro permanente, o Quilombo cresceu e se firmou na comunidade, com projetos como o Telecentro, o Espaço Multiuso, o Atelier de Bonecos, o Estúdio Musical, os Laboratórios Audiovisual e Fotográfico, a Biblioteca Comunitária, o Anfiteatro Piscina e a Casa Tierra. E também com o protagonismo de centenas de atividades culturais alternativas naquele espaço e no entorno, abrigando ainda incubadoras em vídeoproduções, teatro, estúdios multimeios, de fotografia e de artes gráficas, proporcionando aprendizado autossustentável e meios de vida digna para a juventude do entorno.
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Mesmo sem apresentar nenhuma alternativa concreta para o uso do imóvel ou do produto de sua alienação, uma parte da atual direção defende o fim da concessão e a retomada do imóvel. Na prática, inviabiliza as atividades do Quilombo em troca de uma alienação prematura de nosso patrimônio.
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Pensando racional e solidariamente, tanto na valorização do patrimônio do Sintrajufe/RS quanto na importância do Quilombo do Sopapo, não se vislumbra outra proposta senão a renovação da cedência do imóvel, talvez por cinco anos, garantindo a continuidade tanto da valorização do patrimônio da categoria quanto da segurança, para que o Quilombo possa aprimorar os atuais projetos e implantar novos, em benefício daquela comunidade e do protagonismo da categoria em construir um mundo mais justo e solidário.









