SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Artigo: A categoria é quem decide sobre seu patrimônio!, por Coletivo Luta Sintrajufe

A cedência do imóvel do SintrajufeRS no bairro Cristal ao Ponto de Cultural Quilombo do Sopapo é de interesse de toda a categoria. Por isso, o Sintrajufe/RS abriu espaço manifestações sobre o assunto nos meios de comunicação do sindicato.




Leia abaixo um dos artigos enviados para publicação. O texto é de inteira responsabilidade de seu(s) autor(es) e não reflete, necessariamente, a posição da diretoria do Sintrajufe/RS.



A categoria é quem decide sobre seu patrimônio!

Coletivo Luta Sintrajufe: Cristiano Moreira, Ruy Almeida, Fagner Azeredo, Andrés Cevallos, Eliana Leonardi, Lázaro Acosta, Rodrigo Mércio, Rafael Scherer, Leandro Costa, Gustavo Lacerda, Iria Edinger, Máximo Neto, Sônia Ferrari

Em 2008, a antiga direção CUTista do Sintrajufe/RS firmou contrato de cedência de imóvel do sindicato, situado no bairro Cristal, em Porto Alegre, com a ONG Guayí­ (coordenada pela ex-vereadora do PT Helena Bonumá), que desenvolve o projeto Quilombo do Sopapo na região. A cedência foi aprovada em assembleia geral e teve seu término no primeiro semestre de 2014.

Desde então, mantivemos o diálogo com a ONG e, inclusive, priorizamos sempre a possibilidade de vender-lhes o imóvel, como forma de manter o trabalho do Ponto de Cultura no local onde foi gestado. Contudo, após quase dois anos do fim da cedência, pouco se avançou nesse sentido.

Para nosso coletivo, acima de qualquer debate, está a democracia sindical. São os(as) sindicalizados(as) quem devem decidir sobre seu patrimônio. Por essa razão, no último Conselho Geral, aprovamos submeter essa decisão às assembleias de base em todo o estado, cujos votos serão somados para, ao final, termos a decisão da categoria. A aprovação não foi unânime: tivemos que vencer a intransigência de quem queria impedir essa deliberação, a fim de fazer valer sua posição a qualquer custo.

Nosso histórico não deixa dúvidas quanto ao respeito que temos pelos movimentos sociais. Porém, entendemos que o patrimônio da categoria também merece respeitoespecialmente após quase 10 anos contribuindo com esse projeto. A cedência por tempo determinado, aprovada em 2008, não significa doação e encerrou-se há tempo suficiente para busca de alternativas que viabilizem continuar o trabalho na região.

A Guayí­ propõe nova cedência sem ônus, por mais 5 anos, conforme abaixo-assinado entregue juntamente com a oposição à direção do sindicato. Nas redes sociais, representantes do grupo chegam a chamar a militância a resistir contra o sindicato, uma postura litigiosa que ignora a parceria que originou o projeto.

Acreditamos em uma solução positiva e que atenda a ambos os interesseso da categoria, que é poder utilizar seu próprio patrimônio, e o da ONG, que é de manter seu trabalho. Por isso, propomos o fim da cedência até, no máximo, o prazo improrrogável do final da atual gestão do sindicato (31 de agosto de 2016), dando à Guayí­ a prioridade para aquisição do imóvel nesse mesmo prazo. Propomos também que a própria categoria decida, ao final desse processo, sobre o destino desse patrimônio. Acreditamos que essa solução respeita o Ponto de Cultura e, sobretudo, cada sindicalizado(a).
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