SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Articulista do Grupo RBS ataca servidores do Judiciário Federal; sindicato não recebeu espaço para se expressar

Em sua coluna na edição de quarta-feira, 17, do jornal Zero Hora, a articulista Rosane de Oliveira, em sua costumeira ânsia de atacar o serviço público, apresenta a seus leitores uma análise baseada em distorções e, ao apresentar uma exceção como regra, procura enfraquecer a luta dos servidores do Judiciário Federal por reposição salarial. Depois, em um programa da Rádio Gaúcha, emissora do mesmo grupo de comunicação, a mesma Rosane de Oliveira voltou a desrespeitar os trabalhadores do Judiciário, apresentando novas versões distorcidas da realidade da categoria.

 

Nos dois casos, a jornalista não cumpriu sua função de informar com qualidade e profundidade os temas que aborda. Em sua coluna em Zero Hora, ela apresenta dois casos bastante especí­ficos, de servidoras que receberam indenizações ao se aposentar, como se fossem a realidade da maioria dos servidores. Uma das servidoras, uma analista judiciária aposentada, recebeu cerca de R$ 210 mil reais em maio, graças a uma grande quantidade de benefí­cios legais acumuladosférias e licenças-prêmio não gozadas, por exemplo. A jornalista não deixa claro que esses benefí­cios não são pagos mensalmente, falando em “estouro do teto salarial”, e, em seguida, vai além: cita o auxí­lio-moradia autoconcedido pelos juí­zes, criando confusão no público e jogando no mesmo bojo juí­zesque recebem diversos benefí­cios e tiveram seus subsí­dios reajustados no ano passadoe uma grande massa de servidores que não recebem reposição salarial desde 2006, acumulando perdas de 49,62%. Nada disso é esclarecido aos leitores.

 
Durante o programa da Rádio Gaúcha, além das informações incompletas, o Grupo RBS demonstrou seu tratamento aos trabalhadores: enquanto os apresentadores discutiam os salários do Judiciário, o diretor do Sintrajufe/RS Ruy Almeida telefonou para a rádio solicitando espaço para explicar a real situação, e teve seu pedido prontamente recusado, já que, segundo a produção, não haveria motivo para a intervenção. Ou seja: o sindicato representativo da categoria não recebe qualquer espaço para debater um tema diretamente ligado aos servidores. Não há qualquer novidade nesse tratamento, mas não deixa de causar espanto e indignação.

 
O Sintrajufe/RS luta todos os dias pela moralização e democratização do Poder Judiciário, é contrário à verdadeira distorção, representada por barbaridades como o auxí­lio-moradia dos juí­zes, que é superior ao vencimento de muitos servidores, mas não pode admitir ataques oportunistas ao recebimento de indenizações justas por servidores públicos.

 
Enquanto as cúpulas dos Poderes recebem reajustes, enquanto crescem os lucros dos bancos e os gastos com a dí­vida pública, os servidores do Judiciário Federal seguem sem reposição salarial e vêem o valor de seus vencimentos ser reduzido a quase metade nos últimos nove anos. Os trabalhadores do serviço público, diferente dos nossos companheiros da inciativa privada, não têm direito a negociação coletiva e não têm data-base. Dependemos de aprovação de projetos de lei para obtermos a simples reposição da inflação. Apesar disso, não temos reajuste em nossos vencimentos desde 2006. São esses esclarecimentos a respeito da situação da categoria que a população precisa receber. O Sintrajufe/RS não irá aceitar que os servidores do Judiciário Federal sejam utilizados em estratagemas midiáticos de ataques recorrentes ao serviço público e aos trabalhadores em geral.