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Em sua primeira semana à frente do Sintrajufe/RS, a nova direção foi surpreendida ao constatar que a gestão que saiu deixou os cofres do sindicato em situação caótica. A administração anterior, em seu último período à frente da entidade, promoveu gastos bastante questionáveis, para dizer o mínimo, deixando a nova direção em dificuldades para saldar até mesmo compromissos imediatos e despesas da rotina gerencial.
Chamou a atenção que foi priorizado o repasse de R$ 100 mil, referentes a pagamentos de atrasados à CUT, a central que é um braço sindical do governo, que foi contrária aos servidores na Reforma da Previdência e omissa em tantas de nossas lutas. Ao mesmo tempo, há um atraso de três meses, cerca de R$ 150 mil, no pagamento da Fenajufe, a federação que unifica as lutas dos servidores do Judiciário Federal e que, não coincidentemente, em seu Congresso Nacional, em abril, votou pela desfiliação da CUT. Para deixar a categoria a par do que isso significa, a falta de repasse à federação quase nos deixou impedidos de participar da XVIII Plenária, que ocorreu no final de agosto, de acordo com o estatuto da Fenajufe.
Na última semana de agosto, ainda, foram pagas verbas rescisórias por demissão de duas funcionárias do sindicato, sem justa causa. Essas demissões, cujos pagamentos somam quase R$ 100 mil, ocorreram durante o período de estabilidade funcional que a própria direção anterior assinou com o sindicato representativo dos funcionários. Essa estabilidade foi firmada até dezembronunca havia sido concedida por prazo tão longo. Consultada, a nova direção foi contrária aos desligamentos, mas não foi ouvida e terá de arcar com mais esse furo no caixa.
Essas ações irresponsáveis com o patrimônio da categoria dificultam momentaneamente algumas atividades. A nova direção suspendeu a concessão de novos apoios e patrocínios no mês de setembro, mas garante que tudo o que já estava previsto está mantido, como convênios, oficinas de cultura e atividades decorrentes dos concursos Literário e Fotográfico, além da própria Festa de Fim de Ano. A nova direção já está tomando providências para sanear os problemas financeiros. Faltou ao grupo derrotado nas urnas espírito democrático para aceitar a decisão da categoria; pretendia, queimando as reservas financeiras, inviabilizar a implementação do projeto de sindicato eleito pelos trabalhadores do Judiciário Federal do RS; no entanto, acabou prejudicando a própria categoria.







