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Os servidores do Judiciário Federal realizaram, hoje à tarde, mais um grande ato público em Brasília. Mais de mil pessoas, representando vários estados, entre eles o Rio Grande do Sul, que enviou caravana com dez colegas, protestaram em frente ao Palácio do Planalto, de onde se dirigiram ao STF, onde a Fenajufe foi recebida pelo diretor-geral, Amarildo Vieira. Na reunião, o representante do Supremo informou que, até o final da semana, será encaminhado à Comissão de Finanças e Tributação um novo substitutivo ao PL 6.613/09, dessa vez corrigindo o erro formal do anterior, ou seja, terá a assinatura do presidente, Ricardo Lewandowski. Será enviada, juntamente, a proposta de reajuste do subsídio da magistratura.
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Nada mudará na proposta para os servidores: mantêm-se o vencimento básico do PL 6.613/09 e a GAJ de 90%. Segundo Amarildo, será tentada uma negociação com o governo, mas, se não for possível, o substitutivo será enviado sem previsão de parcelamento. Ainda de acordo com o DG, a previsão de negociação, efetivamente, está dificultada por conta da transição no STF e é pouco provável que ocorra uma reunião entre Dilma e Lewandowski antes da posse deste, no dia 10.
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Fortalecer a greve para garantir a reposição
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Durante o ato em frente ao Palácio do Planalto, os servidores gritaram palavras de ordem exigindo que Dilma negocie a questão orçamentária e viabilize a reposição salarial. Basta! Exigimos respeito! , dizia a faixa empunhada pelo Sintrajufe/RS e que refletia o sentimento geral da categoria. Durante o ato, colegas da delegação do Rio Grande do Sul e de outros estados distribuíram panfleto aos colegas de Brasília, alertando que ainda não há nada definido e que a greve deve seguir até que haja acordo entre Executivo e Judiciário.

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Em frente ao STF, os servidores ocuparam a rampa do tribunal e viram que o governo a cúpula do Judiciário estão longe de respeitar os servidores. A resposta a uma manifestação pacífica em que os servidores reivindicavam, com justeza, a reposição de perdas de quase 50%, foi a repressão. Policiais avançaram contra os manifestantes com violência e gás de pimenta, atingindo o diretor Cristiano, entre outros colegas. A resposta da categoria foi não sair do local até o fim da reunião.
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Fica evidente que nada está garantido, afirma o diretor Cristiano Moreira, que está em Brasília e participou das atividades de mobilização. O STF ainda não cumpriu sua função de negociar com o governo a reposição salarial dos servidores , avaliou. Para o dirigente, a categoria tem de responder com a intensificação da greve e com atividades de mobilização cada vez mais fortes.
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