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A reunião ampliada da Fenajufe fez um chamado aos servidores e às direções sindicais do Judiciário Federal e do MPU de todo o país por um esforço nos próximos dias para ampliar a greve nacional da categoria. Servidores eleitos em assembleias nos estados ratificaram ainda a instalação do Comando Nacional de Greve na federação, em Brasília, a partir de amanhã, dia 3.
Os delegados aprovaram a convocação de caravanas de toda a categoria a Brasília, nos dias 4 e 5 de junho. Os objetivos centrais são dar visibilidade ao movimento, pressionar para que as ameaças à carreira, contidas na PEC 59/2013 e nas propostas exclusivas dos tribunais superiores, sejam arquivadas e para que o projeto de recomposição salarial avance no Congresso. A atividade também defenderá a aprovação da emenda constitucional que põe fim à cobrança previdenciária dos aposentados (PEC 555) e do projeto de lei que institui a isonomia entre chefes de cartórios eleitorais. O Sintrajufe/RS enviará uma caravana com 20 colegas.
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Estender a greve
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A greve atinge hoje quatro estados do país: Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso e Bahia. Os representantes desses estados foram unânimes em dizer é possível manter a greve, mas muitos ressaltaram que, para isso, é preciso que as direções de outros sindicatos e a categoria estendam o movimento a outras unidades da federação. Os colegas que não estão em greve têm a tarefa de sair daqui e construir a greve , disse Ruy Almeida, diretor do Sintrajufe/RS.
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Os servidores de Alagoas disseram que o indicativo no estado é de começar a greve a partir do dia 11. No Maranhão, a categoria será outra vez convocada a parar na próxima assembleia, a ser realizada ainda esta semana. Representante da nova diretoria eleita do Sitraemg/MG, Célio Izidoro afirmou que ampliar a mobilização e convencer os servidores a aderir à greve é a primeira tarefa para a gestão que se inicia. Este é o desafio que está dado para que a gente possa colocar Minas na vanguarda desta greve nacional , disse.
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Para provocar o debate sobre a necessidade de aderir à greve, a reunião ampliada aprovou um calendário de atividades que inclui uma rodada de assembleias nos estados que vai de 2 a 8 de junho. Nelas, os trabalhadores vão avaliar, ainda, a proposta de reposição das perdas salariais elaborada na mesa de negociação com os tribunais superiores, instalada no Supremo Tribunal Federal. O resultado da mesa será levado pelo STF e pela federação, no final da tarde desta segunda-feira, ao relator do projeto de lei 6.613/2009, deputado João Dado (SDD-SP). A intenção é introduzir a proposta salarial no Congresso por meio de um texto substitutivo ao PL 6.613/09, que se encontra paralisado na Comissão de Finanças da Câmara.
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Recursos para a recomposição salarial em 2015 foram incluídos na previsão orçamentária enviada pelo STF ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. A informação foi repassada ao coordenador-geral da federação Adilson Rodrigues pelo coordenador da mesa de negociação, Rubens Dusi. Segundo ele informou, os demais tribunais superiores também devem ter feito o mesmo, conforme orientação do STF, embora ainda não houvesse confirmação disso. O prazo para envio das propostas orçamentárias terminou na última sexta-feira.
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Governo não quer negociar
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Ao longo da reunião ampliada, porém, prevaleceu o entendimento de que tanto a proposta salarial quanto a inclusão orçamentária tendem a ser inócuas se não houver uma forte pressão da categoria, o que neste momento significa ampliar a greve. Não adianta vir com nova tabela se o governo já falou que só negocia em 2016, é o momento de encaminhar a greve , disse Saulo Arcangeli, coordenador da Fenajufe e do sindicato do Maranhão, onde a proposta de adesão à paralisação nacional será reapresentada esta semana. Como forma de pressionar o governo, a reunião ampliada manteve a política de ações conjuntas com os demais servidores federais.
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O calendário aprovado inclui a participação nos atos unificados do funcionalismo marcados para 10 de junho nos estados e a realização de uma nova marcha a Brasília em junho, com data ainda a ser definida.
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Os servidores também observaram que o futuro salarial e da carreira dos servidores do Judiciário Federal será sombrio se a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 59/13 passar no Senado. A PEC 59 dá ao STF poder de criar o estatuto de todos os servidores dos judiciários Estadual e Federal, que seriam incluídos em uma única carreira, dando carta branca ao Supremo para a franca retirada de direitos de ambas as categorias.
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Calendário aprovado na reunião ampliada
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2 a 8 de junhoRodada de assembleias para discutir a proposta da mesa de negociação e a greve
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3 de junhoInstalação do Comando Nacional de Greve
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4 de junhoCaravana a Brasília para trabalhar no Congresso Nacional contra a PEC 59/13, a favor da aprovação da PEC 555/06 e do PL 7027/13, e ainda por emenda à PEC 63/14
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5 de junhoParticipação no debate em Goiânia sobre a PEC 59/13
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10 de junhoDia Nacional de luta do Judiciário e do MPU, com os demais SPFs, nos estados
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28 de junhoReunião do GT Nacional de Carreira
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6 de julhoReunião ampliada da Fenajufe
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Participação na caravana nacional dos servidores federais a Brasília, com data a ser definida pelo Fórum das Entidades dos Federais
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Editado por Sintrajufe/RS; fonte: Helcio Duarte Filho, Sintrajud/SP, Foto: Joana Darc Melo/Fenajufç








