SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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AGU pede que auxí­lio-moradia de juí­zes e membros do MP obedeça regras da LDO

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Conselho Nacional de Justiça e ao Conselho Nacional do Ministério Público que determinem ao Judiciário e ao MP da União o fim do pagamento de auxí­lio-moradia fora dos padrões definidos pela Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2016.

Em petição enviada aos órgãos na semana passada, a AGU afirma que a LDO trouxe regras mais restritas para o pagamento do benefí­cio. A principal mudança é que o valor não pode ser pago a magistrados, procuradores ou seus cônjuges que sejam donos de imóveis no municí­pio onde estejam lotados. Antes, a única exigência era a falta de imóvel funcional disponí­vel, prevista na resolução 199/2014. Não havia vedação ao pagamentoa  proprietários de imóveis.

A LDO também determina que quem recebe o benefí­cio comprove as despesas com aluguel e receba a verba de acordo com os gastos. Hoje, juí­zes federais e procuradores da República recebem auxí­lio-moradia de até R$ 4,3 mil por mês.
O pedido ao CNJ, foi feito no mesmo procedimento administrativo que resultou na proibição ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso de pagamento do auxí­lio-moradia a magistrados aposentados. A mesma petição foi enviada ao presidente do Conselho Nacional do MP.

Com esta atuação, a AGU exerce sua função de representar extrajudicialmente a União no controle da legalidade e do interesse público , afirmou Rui Piscitelli, chefe do Núcleo de Assuntos Extrajudiciais da Consultoria-Geral da União, unidade da AGU que apresentou os requerimentos aos conselhos.

Fonte: Conjur