SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Governo ainda não respondeu sobre reposição, diz STF a servidores a sete horas do fim do prazo

Faltando sete horas para o fim do prazo estabelecido para que o governo apresente sua posição sobre o projeto salarial dos servidores do Judiciário Federal, o Supremo Tribunal Federal ainda não havia recebido qualquer contraproposta do Ministério do Planejamento com relação ao texto atual do PLC 28/2015. Foi o que o diretor-geral do STF, Amarildo Vieira, informou aos representantes da Fenajufe, na reunião realizada ao final da manhã desta sexta-feira, 19.

 

O diretor-geral nos disse que o prazo era até as 19 horas e que ainda estavam esperando por uma contraproposta do governo , relata Tarcí­sio Ferreira, servidor do TRT de São Paulo e da coordenação da Fenajufe. Pedimos para que a federação seja informada assim que algum fato novo ocorra , disse o dirigente, que participou da reunião.

 
Segundo Amarildo, o Planejamento não teria mantido contato nos últimos dias com o Supremo a respeito do tema. O diretor-geral do STF disse acreditar que o governo esteja trabalhando internamente em torno de uma posição a ser apresentada.

 
Com a situação indefinida e o receio de que um golpe contra o projeto esteja sendo articulado pelo governo, a greve no Judiciário Federal e no MPU cresce de modo espetacular. Em vários estados, há relatos de que nunca na história da categoria houve uma paralisação com tanta participação dos servidores. Locais que jamais haviam parado aderiram à greve, iniciada nacionalmente na semana passada.

 
Para o diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira, é hora de ampliar ainda mais a greve: “O governo segue na tática da enrolação, buscando desmobilizar a categoria. Sabemos que sem greve não haverá vitória alguma. A greve segue crescendo e vai crescer até arrancar a reposição salarial”, afirma Cristiano.

 
Aparentemente, a indignação que já vinha se acumulando nos últimos anos, agravada pela manobra no final de 2014 que restringiu o aumento salarial à cúpula dos três poderes, se transformou na reação que hoje se vê nas ruas. Reação que, na avaliação de dirigentes sindicais, precisa prosseguir e se ampliar para forçar governo, STF, e o Congresso Nacional a chegarem a uma solução que atenda à categoria e não passe pelo rebaixamento do projeto.

 
Editado por Sintrajufe/RS; fonte: LutaFenajufe Notí­cias, por Hélcio Duarte Filho.