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A assembleia começou com os relatos sobre a atuação da caravana do Rio Grande do Sul enviada a Brasília nesta semana para pressionar os senadores pela aprovação do projeto. O diretor do sindicato Cristiano Moreira falou sobre as reuniões realizadas com os senadores gaúchos e com as lideranças da bancada do PMDB no Senado. Em seguida, o diretor também informou aos colegas presentes sobre a situação da greve no Rio Grande do Sul, cuja adesão tem sido muito grande nesses primeiros dias de movimento grevista. Há mais de 30 cidades de todo o estado em greve. Por fim, Cristiano apresentou o quadro nacional de mobilização: já são 13 estados em greve, e outros dois (Pernambuco e Rio Grande do Norte) já definiram a adesão ao movimento grevista a partir da próxima segunda-feira, 15. Ainda antes do final da assembleia, foi relatada a decisão dos colegas da Bahia, que entram na greve na próxima terça-feira, levando a greve nacional a 16 estados até agora.
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Em seguida, seis dos 20 colegas que foram representar o Rio Grande do Sul em Brasília nos últimos dias puderam apresentar relatos sobre as atividades desenvolvidas na capital federal. Todos destacaram a importância da pressão direta sobre os senadores e das conversas desenvolvidas nesses dias, mas sublinharam que apenas com o fortalecimento da greve e com a união entre os colegas é possível forçar o governo a negociar e conquistar a reposição.
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Falas destacam necessidade de ampliar movimento grevista

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Com o auditório completamente lotado, inclusive com muitos servidores em pé, diversos colegas se inscreveram para falar. Entre os sorteados para usar o microfone, predominou a ideia clara de que é preciso ampliar a greve, garantir a unidade na luta e pressionar pela aprovação do projeto o quanto antes.
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O colega Carlos Alberto Muller, da JT de Santa Cruz, foi o primeiro a falar, e afirmou que só será possível conseguir avanços com uma forte mobilização: “O tamanho da nossa vitória vai ser o tamanho da nossa greve”, defendeu. O colega Luis Carlos de Quadros, também da JT de Santa Cruz, chamou à unidade e destacou: “Tem que acabar com essa farsa de que não tem dinheiro, porque pro banqueiro, tem”.
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O colega Zé Oliveira, do TRF, avaliou que a posição do governo é de postergar qualquer discussão e enrolar o processo, negociando apenas com o conjunto dos federais: “Temos que repudir o adiamento e fortalecer e intensificar a greve. O que vai decidir é a nossa força e a greve da nossa categoria”, disse. O diretor Luis Rafael Ribeiro disse estar com um sentimento “péssimo” a respeito do adiamento da votação no Senado. O diretor Paulinho Oliveira também manifestou um sentimento de frustração, e defendeu a radicalização do movimento: Não vamos permitir que a enrolação se concretize. Agora é hora de ir pro pau, chega de bom comportamento!”, conclamou.
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Rafael Scherer, da JT de Porto Alegre, lembrou que é preciso ter “clareza de quem é o inimigo, o governo Dilma”. Para ele, a responsabilidade de cada um não é apenas fazer greve, mas voltar aos locais de trabalho e chamar os colegas à mobilização. O diretor do Sintrajufe/RS Ruy Almeida elogiou a grande participação da categoria, mas ressaltou que é preciso mais, apontando dois objetivos centrais: fazer com que mais colegas participem da greve e derrotar o arrocho do governo Dilma. “Vai ter negociação, não porque eles querem, mas porque nós vamos impor a pauta dos trabalhadores do Judiciário Federal”, afirmou Ruy.
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Paulo Rosa, da JT de Porto Alegre, falou da necessidade de ampliar a luta para forçar a votação e a aprovação do PLC 28/2015: “Temos que fazer com que o governo concorde em votar. E, se não concordar, vamos fazer votar na marra”, defendeu. Alan Carlos Silva, também da JT de Porto Alegre, defendeu que não se aceite acordo em torno de propostas alternativas: “É só com a greve, só com a luta que vamos conquistar”, ressaltou.
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Barlese de Oliveira, colega da JT de Canoas, também defendeu a importância de fortalecer o movimento grevista: “cada um chamar um companheiro que não está na greve, para, no mínimo, duplicar a greve. Temos o papel de buscar a união”, afirmou Barlese. O diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira avaliou que não há nenhuma surpresa na decisão de adiamento da votação, e caracterizou o STF como uma “secretaria do governo Dilma”. Para ele, é preciso ampliar a mobilização em todos os espaços, com participação de todos os colegas, sem falsas esperanças: “dia 30 até pode ser uma referência para nós, mas temos que ter como desafio fortalecer a greve, radicalizar a mobilização da categoria, para arrancar do governo um acordo antes desse prazo vergonhoso”, defendeu. Cristiano ainda propôs a participação da categoria em um grande ato nacional no dia 16, em Brasília, durante a posse do novo ministro do STF, Luiz Edson Fachin, proposta que acabou aprovada mais tarde.
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O colega da JF de Porto Alegre Miguel Rangel chamou à pressão total no governo de Dilma Rousseff, no ministro Ricardo Lewandowski e no Congresso, na busca por respeito e dignidade: “Se tivermos que radicalizar, radicalizaremos”, prometeu. O diretor do Sintrajufe/RS Fagner Azeredo ressaltou que a radicalização mais importante que a categoria pode fazer é colocar todos os colegas em greve. O diretor ainda relatou que acabara de ler uma notícia na qual o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, afirmava que o único reajuste que pretende oferecer à categoria é o mesmo dos demais servidores federais: “não dá pra fazer menos do que o máximo. Enquanto estivermos cumprindo metas, fazendo audiência, fazendo despacho, vamos continuar sem reajuste”, disse Fagner. Por fim, a colega do TRF Luciana Krummenauer, que esteve em Brasília no início da semana, analisou a viagem e chamou os colegas à luta: “lá eles não enxergam a gente. Cada um tem que entender que é um momento de luta. Temos que pressionar o nosso chefe, o Lewandowski, e se a gente parar ele vai ver que tem que fazer alguma coisa. Só com greve nós podemos mostrar a nossa força”.
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Assembleia define próximas atividades e composição do Comando de Greve
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Ao final da assembleia, os colegas aprovaram por unanimidade a continuidade da greve e a realização, no dia 17 de junho, de ato público, saindo em caminhada da Justiça Federal ao TRE da Duque, onde a categoria realiza assembleia geral estadual. A assembleia também aprovou o envio de 10 colegas a Brasília (metade deles do interior) para um ato nacional que marcará a posse do novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin. Foi definida ainda a composição do Comando de Greve, com cinco membros da direção do sindicato, três colegas da JT, três da JF e dois da JE (um do Anexo e um do TRE), representando os grevistas de Porto Alegre, além de um representante de cada local de trabalho do interior em greve. Os nomes dos representantes do Comando devem ser definidos em assembleias de base até a próxima segunda-feira. Ainda foi aprovada uma moção de apoio aos garis do Rio de Janeiro, perseguidos e demitidos por conta de seu movimento grevista.
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Após a traição sofrida na sessão do Senado de quarta-feira, a categoria saiu da assembleia fortalecida pela indignação e pela clareza de que apenas ampliando a greve em todos os locais de trabalho e em nível nacional será possível buscar a reposição.









