A jornalista do Sintrajufe/RS e historiadora da arte, Rosane Vargas, é uma das organizadoras do livro “Arte, política e democracia: reflexões sobre artes visuais, teatro e dança”, que terá lançamento e sessão autógrafos nesta quarta-feira, 30, das 19h às 21h, na Fundação Ecarta (av. João Pessoa, 943). A obra é uma publicação da editora Panorama Crítico e reúne 19 artigos de pesquisadores e pesquisadoras de vários estados brasileiros.
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Além de Rosane Vargas, participam da organização do livro a professora do Instituto de Artes da UFRGS Daniela Kern e o jornalista e pesquisador Cristiano Goldschmidt. O lançamento também contará com a presença de autores e autoras.
Produzidos em um contexto marcado pela pandemia de Covid-19, crise política e tentativa de golpe de Estado, os artigos publicados investigam como diferentes linguagens artísticas respondem a conflitos políticos, processos de censura, apagamentos históricos e disputas em torno da democracia brasileira. Autores e autoras também refletem sobre os efeitos do neoliberalismo no trabalho artístico e sobre as formas de resistência desenvolvidas por artistas e coletivos.
A publicação é dividida em três eixos: “Resistências artísticas a imposições políticas e religiosas”, “Insurgências, memória e contemporaneidade” e “Corpo e política”. Os textos abordam temas como a produção artística em contextos de ditaduras civis-militares no Cone Sul, as colagens teatrais de Millôr Fernandes, o teatro negro e a atuação do Bando de Teatro Olodum, as disputas envolvendo a produção de arte pública e a representação de um Cristo negro na arte brasileira, o Carnaval como espaço de crítica social, a trajetória do Clube de Gravura de Bagé, ilustrações em jornais sindicais e as relações entre arte, racismo, gênero, memória e colonialidade.
Em seu conjunto, os artigos analisam e propõem novos olhares sobre trabalhos de artistas como Pablo Picasso, Júlio Shimamoto, Millôr Fernandes, Voluspa Jarpa, Gê Viana e Djanira. Há também estudos sobre as escolas de samba Mangueira e Paraíso do Tuiuti, o Teatro Experimental do Negro e outras experiências coletivas que evidenciam o papel da arte na elaboração de memórias e na contestação de estruturas autoritárias.
Para a equipe organizadora, a coletânea contribui para compreender a arte como campo de disputa simbólica e como prática capaz de ampliar a participação social e questionar narrativas dominantes. Ao aproximar diferentes áreas de pesquisa, a publicação propõe uma leitura abrangente das maneiras pelas quais artistas, grupos e instituições culturais enfrentam a censura, a violência política e os processos de invisibilização.










