Com a aproximação das eleições, a pressão por políticas neoliberais vem ganhando espaço em setores da imprensa. Com isso, tem com frequência nas páginas dos principais jornais do país o nome de Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Na última semana, Fraga voltou a ganhar lugar na Folha de S. Paulo, dessa vez defendendo uma nova reforma da Previdência.
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A Folha entrevistou Fraga durante o lançamento de um novo portal de notícias sobre negócios, economia e finanças da própria Folha, para o qual ele foi um dos convidados. Para ele, o Brasil precisa de um novo ajuste fiscal, pois está com “uma doença muito grave” e “febre de 42 graus”. O “remédio”, para Armínio Fraga, é retirar direitos com uma nova reforma da Previdência.
Idade mínima a partir de 67 anos, fim da diferença entre homens e mulheres e prejuízo para professores
Para a reforma da Previdência, a proposta é a que foi apresentada no final de agosto por um grupo de “especialistas” capitaneados por Fraga. O problema é que esses especialistas são todos ligados ao mercado e a setores que sempre defenderam a redução de direitos dos trabalhadores. Veja AQUI quem são eles.
A base da proposta é aumentar para 67 anos a idade mínima para a aposentadoria. Além disso, seria criado um mecanismo de aumento automático: a idade mínima cresceria 4 meses a cada acréscimo de 6 meses na expectativa de vida. Homens e mulheres teria essa idade mínima unificada – hoje, é de 65 anos para homens e 62 para mulheres. A unificação também ocorreria entre trabalhadores urbanos e rurais. Ou seja, tanto na questão de gênero quanto no tipo de trabalho, a Previdência deixaria de levar em conta as especificidades.
Professores e professoras, que hoje contam com aposentadoria com regras especiais, também seriam prejudicados: passariam a ter idade mínima de 64 anos, assim como os policiais militares. E quem trabalha como MEI teria sua contribuição dobrada, de 5 para 11% sobre o salário mínimo. Além disso, a proposta inclui a instituição de um regime de capitalização, com poupanças próprias para cada trabalhador vinculadas ao mercado financeiro.











