SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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2 de abril: Dia Mundial de Conscientização do Autismo

A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu, em 2008, 2 de abril como Dia Mundial de Conscientização do Autismo. É um momento para chamar a atenção para o transtorno do espectro autista (TEA) e ampliar as informações. A cor azul se deve ao fato de, de cada cinco autistas, quatro serem meninos. No Sintrajufe/RS, hoje, funcionários e diretores vestiram a camiseta para marcar a data.

O TEA é um conjunto heterogêneo de sí­ndromes. Algumas das principais caracterí­sticas do autismo são o comprometimento da interação social, da comunicação verbal e não verbal e comportamentos repetitivos e estereotipados, que podem variar desde das formas mais leves até as mais graves. As causas, ainda não totalmente conhecidas, são possivelmente mulfatoriais, incluindo genética e ambiente.

Pode ocorrer que pacientes autistas tenham as chamadas ilhas de habilidades e manifestem, por exemplo, facilidade no aprendizado da leitura, memória excepcional, dom para o desenho e outras áreas. É comum também uma certa obsessão por sistemas, organização, habilidades avançadas para uso de máquinas, computadores, eletrônica. Mas é também comum que os autistas não apresentem essas altas habilidades.

O comportamento repetitivo pode ou não estar presente. Distúrbios do desenvolvimento da linguagem, epilepsia, transtornos neuropsiquiátricos e deficiência mental podem coexistir. A sí­ndrome é mais comum do que se pensa; atinge, por exemplo, mais pessoas do que os casos infantis de câncer, diabetes e Aids somados.

Não existe tratamento médico especí­fico para o autismo. O diagnóstico precoce e um acompanhamento digno são importantes para que os autistas alcancem seu potencial máximo. Os medicamentos podem ser utilizados para tratar outras condições, como hiperatividade. O mais eficaz é um tratamento multidisciplinar, incluindo atuação de diversos profissionais como psiquiatra, neurologista, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional.

As inclusões escolar e social são fundamentais. Mesmo que os autistas, apresentem sensibilidade ao excesso de luz e barulho ou se mostrem retraí­dos ou até mesmo inquietos e nervosos frente a novas pessoas e situações, a interação é sempre positiva, inclusiva para pais e mães; que muitas vezes sofrem com o preconceito e com o afastamento de familiares e amigos. A convivência com o autismo é um aprendizado; aprende-se que as limitações se fazem pequenas frente a cada superação, aprende-se a dimensionar o valor de pequenos gestos e conquistas, que se tornam grandes. Aprende-se, enfim, a respeitar, de fato, o diferente.

Sintrajufe/RS, com informações do jornal Metas e do Instituto Autismo e Vida