SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE

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Sintrajufe/RS participa de ato e carreta pelo fim do governo Bolsonaro; nova mobilização está marcada para o dia 29

Sintrajufe/RS participa de ato e carreta pelo fim do governo Bolsonaro; nova mobilização está marcada para o dia 29
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No último sábado, 23, o Sintrajufe/RS participou do dia de mobilizações que ocorreram em todo o país. Em diversas capitais e cidades do interior, trabalhadores e trabalhadoras foram às ruas, na maoir parte dos casos em carreatas, pelo fim do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), pela vacina urgente e gratuita para todos e pela retomada do auxílio emergencial. A próxima mobilização unitária está marcada para o dia 29 de janeiro.

Em Porto Alegre, mais de mil carros circularam pela cidade na luta contra o governo Bolsonaro e seu projeto para o país. Além das pautas centrais do ato, a crítica a todo esse projeto esteve presente, destacando-se a necessidade de derrotar a reforma administrativa que o governo pretende aprovar para dar prosseguimento ao processo de desmonte dos serviços públicos.

A força do ato em Porto Alegre e das manifestações em outros lugares do Brasil começa a demonstrar, nas ruas, o enfraquecimento do governo Bolsonaro. Na capital gaúcha, a carreta foi recebida pelos moradores e moradoras que estavam nos prédios com palmas e panelaços. Mas a pressão tem que continuar, crescer e ganhar as ruas.

O diretor do Sintrajufe/RS Marcelo Carlini fez uma fala na abertura do ato, que teve concentração no Largo Zumbi dos Palmares. Carlini defendeu a necessidade de ampliar a luta, realizar novas mobilizações e colocar um fim no atual governo o quanto antes: “Esse ato é importante, mas é um começo. O começo de uma luta para acabar com todo esse governo. Acabar com a reforma administrativa, defender o SUS, botar dinheiro na saúde pública, botar dinheiro na educação pública. E, para isso, o governo Bolsonaro tem que acabar”, disse o dirigente.

Semana de mobilizações

Carlini também reforçou o chamado para o dia 29 de janeiro, data para a qual estão marcadas as próximas mobilizações. Em Porto Alegre, haverá caminhada a partir das 18h, saindo do Largo Glênio Peres. O Sintrajufe/RS estará presente em mais esse momento de luta, no qual, a partir de deliberação da Frente dos Servidores Públicos do RS, foi incluído como eixo a derrota da reforma administrativa e a denúncia dos ataques aos serviços públicos e a servidores e servidoras. Há, ainda, outras atividades marcadas para esta semana: no dia 26, ocorre Plenária Nacional de Movimentos Sociais e Populares. Já no dia 28, ao longo da manhã, haverá mobilizações em frente de agências da Caixa Federal em Porto Alegre e no interior do estado e lotéricas, com distribuição de panfletos cobrando a manutenção do Auxílio Emergencial e a defesa dos serviços públicos e das estatais ameaçadas de privatização. Nova carreata também está marcada para o dia 31 de janeiro.

Avaliações

O diretor do Sintrajufe/RS Fabrício Loguércio, que também esteve no ato, destaca que foi uma “grande manifestação em defesa da vida”. Como lembra Fabrício, “esse foi o primeiro ato deste ano, mas logo virão outros, porque se faz necessário dar um basta no genocídio que está sendo promovido no nosso país. Infelizmente, a palavra genocídio não é exagero nem ‘força de expressão’, mas uma constatação das consequências das ações do governo federal em meio à pandemia. Somente com muita luta e uma ampla unidade conseguiremos defender a vida, os serviços públicos e os trabalhadores e trabalhadoras”.

Conforme Sérgio Amorim, outro diretor do Sintrajufe/RS que participou da mobilização, “a sociedade começa a perceber o que pra nós sempre foi claro: o governo Bolsonaro não tem qualquer preparo técnico ou político pra governar o país, pois colocam a economia neoliberal do Estado mínimo e seus dogmas negacionistas acima do cuidado com a saúde, a educação, a segurança e a vida das pessoas”.

O diretor do Sintrajufe/RS Reginaldo Luhring, mais um que esteve no ato, avalia que “foi um ato que, apesar das restrições decorrentes da necessidade de distanciamento social, demonstrou que boa parte da população não aceita mais o massacre diário que o governo Bolsonaro apresenta! Por outro lado, deixou claro que a resistência tem que ser feita na rua e que muitos outros atos serão necessários para barrar esse projeto genocida”.